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| Lideranças religiosas do Distrito Federal cumprimentam o governador Rodrigo Rollemberg, após criação de delegacia de combate à intolerância (Foto: Jéssica Nascimento/G1) |
Criação
foi motivada por ataques a terreiros de candomblé no DF e Entorno.
Sindicato
criticou proposta por alegar déficit de servidores na corporação.
Jéssica
Nascimento
Do
G1 DF
O
governador Rodrigo Rollemberg sancionou nesta quinta-feira (21) lei que cria
uma delegacia especializada para combater casos de intolerância religiosa. A
delegacia foi proposta depois que quatro terreiros de candomblé foram incediados no Distrito Federal e no Entorno nos últimos meses.
Durante
a assinatura da lei, o sindicato dos policiais civis do DF fez um protesto em
frente ao Palácio do Buriti, sede do Executivo local, contra a criação da
delegacia. O sindicato diz que a Polícia Civil tem déficit de funcionários e
que falta infraestrurura nas delegacias já existentes na capital.
De
acordo com o GDF, 100 policiais civis e 20 escrivães serão contratados até o
final de fevereiro para compor a equipe. A nova delegacia funcionará no
Departamento de Polícia Especializada. Segundo o governador, “é inaceitável”
que na capital do país sejam aceitos casos de intolerância religiosa.
"Queremos
um mundo que as pessoas apreciem e respeitem a diversidade cultural,
natural e religiosa. A criação da
delegacia é só um pequeno passo, uma pequena semente. É dever do governo
proteger as pessoas."
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| Presidente do Sindicato dos Policiais Civis do DF, Rodrigo Franco, durante ato em frente ao Palácio do Buriti (Foto: Jéssica Nascimento/G1) |
O
diretor da Polícia Civil, Eric Seba, disse ter sido questionado sobre a criação
da delegacia. "Muitas pessoas disseram que já que existiam 31 delegacias
espalhadas pelo DF e que não precisávamos de alguma especializada. E eu digo:
por que retroceder? Queremos dar um passo pra frente. Como as mulheres têm
locais específicos de proteção, as religiões também terão."
O
autor do projeto, o deputado distrital Lira (PHS), disse que a delegacia vai
registrar e abrir inquéritos nos casos que envolvam crimes praticados contra
pessoas, entidades ou patrimônios públicos ou privados, cuja motivação seja a
intolerância religiosa.
"As
vítimas terão um lugar acolhedor e eficaz para combater os crimes. Não faz sentido
que em pleno século 21 as pessoas ainda não respeitem a diversidade das
religiões. A diversidade deve ser respeitada e amparada pelo Estado, que se
tornou laico desde a primeira constituição republicana, em 1891."
O
governador Rodrigo Rollemberg sancionou nesta quinta-feira (21) lei que cria
uma delegacia especializada para combater casos de intolerância religiosa. A
delegacia foi proposta depois que quatro terreiros de candomblé foram
incediados no Distrito Federal e no Entorno nos últimos meses.
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atinge terreiro de candomblé no Paranoá, em Brasília
Durante
a assinatura da lei, o sindicato dos policiais civis do DF fez um protesto em
frente ao Palácio do Buriti, sede do Executivo local, contra a criação da
delegacia. O sindicato diz que a Polícia Civil tem déficit de funcionários e
que falta infraestrurura nas delegacias já existentes na capital.
De
acordo com o GDF, 100 policiais civis e 20 escrivães serão contratados até o
final de fevereiro para compor a equipe. A nova delegacia funcionará no
Departamento de Polícia Especializada. Segundo o governador, “é inaceitável”
que na capital do país sejam aceitos casos de intolerância religiosa.
"Queremos
um mundo que as pessoas apreciem e respeitem a diversidade cultural,
natural e religiosa. A criação da
delegacia é só um pequeno passo, uma pequena semente. É dever do governo
proteger as pessoas."
O
diretor da Polícia Civil, Eric Seba, disse ter sido questionado sobre a criação
da delegacia. "Muitas pessoas disseram que já que existiam 31 delegacias
espalhadas pelo DF e que não precisávamos de alguma especializada. E eu digo:
por que retroceder? Queremos dar um passo pra frente. Como as mulheres têm
locais específicos de proteção, as religiões também terão."
O
autor do projeto, o deputado distrital Lira (PHS), disse que a delegacia vai
registrar e abrir inquéritos nos casos que envolvam crimes praticados contra
pessoas, entidades ou patrimônios públicos ou privados, cuja motivação seja a
intolerância religiosa.
"As
vítimas terão um lugar acolhedor e eficaz para combater os crimes. Não faz
sentido que em pleno século 21 as pessoas ainda não respeitem a diversidade das
religiões. A diversidade deve ser respeitada e amparada pelo Estado, que se
tornou laico desde a primeira constituição republicana, em 1891."
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| Policiais civis do DF protestam durante criação de delegacia de combate à intolerância, em ato em frente ao Palácio do Buriti (Foto: Jéssica Nascimento/G1) |
A
administradora do terreiro de candomblé Axé Oyá Bagan, Adna Santos, conhecida
como Mãe baiana, agradeceu ao governador Rodrigo Rollemberg pela criação da
delegacia. Emocionada, ela caracterizou os adeptos da religião como
"sofrido".
"Nosso
terreiro foi destruído por um incêndio no fim de novembro, uma cena lamentável.
A delegacia será um local para todos, onde teremos respeito e segurança. Não
queremos arma, queremos amor e paz."
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| Governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e Mãe Baiana entre ruínas de terreiro de candomblé incendiado no Paranoá em novembro (Foto: Toninho Tavares/GDF) |
Casos
O
templo Axé Oyá Bagan, de matriz africana, no Núcleo Rural Córrego do Tamanduá,
entre o Lago Norte e Paranoá, foi incendiado na madrugada no dia 27 de novembro
do ano passado. Seis pessoas dormiam no local no momento, mas ninguém ficou
ferido. O barracão ficou destruído. Esse foi o mais recente caso de ataque a
locais de culto no Distrito Federal.
Em
setembro, dois templos de religiões de matriz africana foram incendiados em
Águas Lindas e Santo Antônio do Descoberto, no Entorno. O terreiro de Santo
Antônio, do babalorixá Babazinho de Oxalá, já tinha sido alvo de outros
ataques.
Fonte:
g1




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