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O mínimo que um advogado iniciante precisa saber - Por Felipe Asensi


O mercado do direito é cada vez mais disputado e concorrido. Por ano, centenas de milhares de advogados ingressam no mercado e muitos deles não tiveram qualquer preparação para se tornarem advogados.

As faculdades formam técnicos do direito, mas nada dizem sobre marketing jurídico, gestão de escritórios, negociação, precificação, etc. O fato é que a advocacia é uma atividade empresarial, mas não aprendemos nada sobre como desenvolver uma atividade empresarial sustentável, efetiva e com resultados de curto, médio e longo prazo.

Infelizmente, para boa parte dos advogados iniciantes, a alternativa é sair da advocacia com uma aprovação em concurso público ou permanecer nela como pseudo-sócio de algum escritório com 0,00001% das cotas. Este meu artigo destina-se àquele que não deseja seguir um dos dois caminhos e genuinamente quer ser um advogado de sucesso.

Abaixo estão 4 atitudes mínimas que um advogado iniciante precisa saber para um dia viver muito bem com a advocacia. Infelizmente, nenhumas delas é ensinada nas faculdades de direito e são exigidas cotidianamente no mercado jurídico. Vejamos:

1. É preciso vontade: não é fácil ser advogado no Brasil, especialmente porque é uma profissão que tende à sub-remuneração, que a carga de trabalho é alta e o retorno financeiro é de médio ou longo prazo. Portanto, é preciso ter vontade de ser advogado. Muitos decidem pela advocacia porque não foram aprovados em concursos ou porque “deu certo com o amigo”. Porém, o sucesso da advocacia depende, em primeiro lugar, de uma vontade genuína de se tornar advogado, de seguir a carreira de advogado e de suportar os ônus e os bônus;

2. É preciso estratégia: a grande maioria que ingressa na advocacia não tem qualquer estratégia para o sucesso profissional na carreira. As pessoas “vão deixando a vida levar” e não estabelecem metas, não planejam suas atividades e não pensam em como fazerem uma advocacia sustentável. Seja o advogado empregado de um escritório, seja aquele que fundou seu próprio escritório, nenhum deles poderá ter sucesso na advocacia sem ter uma estratégia clara do que oferece como serviço e de quais resultados pretende atingir ao longo do tempo;

3. É preciso persistência: com raríssimas exceções, o sucesso na advocacia é de longo prazo. Para construir um nome não é fácil, e o caminho para ter reconhecimento dos demais advogados e operadores do direito é demorado. Portanto, é preciso saber muito bem o que se quer e ter uma tolerância aos riscos e aos fracassos para aprender com eles;

4. É preciso marketing jurídico: não é possível se tornar um grande e renomado advogado sem marketing jurídico. Obviamente, é importante ser competente, mas a competência é apenas o “arroz com feijão”. É preciso desenvolver estratégias efetivas de marketing pessoal, além de ter um bom planejamento de mídia impressa e virtual. A sua participação em jornais, sites, blogs e, até mesmo, em redes sociais pode ser decisiva para a contratação de novos clientes. Atualmente, o marketing jurídico é condição para o sucesso na advocacia, sem perder de vista os limites éticos e disciplinares da OAB.

Estas são as 4 atitudes mínimas que um advogado iniciante precisa saber para se tornar um grande advogado. Assim como há pessoas pacientes e perseverantes que estabelecem uma estratégia para serem aprovadas num concurso público em alguns anos, aqueles que pretendem ser advogados de destaque têm que fazer o mesmo. O desenvolvimento de uma atividade empresarial, sustentável e com resultados na advocacia depende desta postura pró-ativa do advogado iniciante em querer seguir uma carreira com felicidade e sucesso profissional.


Fonte: felipeasensi
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