O
mercado do direito é cada vez mais disputado e concorrido. Por ano, centenas de
milhares de advogados ingressam no mercado e muitos deles não tiveram qualquer
preparação para se tornarem advogados.
As
faculdades formam técnicos do direito, mas nada dizem sobre marketing jurídico,
gestão de escritórios, negociação, precificação, etc. O fato é que a advocacia
é uma atividade empresarial, mas não aprendemos nada sobre como desenvolver uma
atividade empresarial sustentável, efetiva e com resultados de curto, médio e
longo prazo.
Infelizmente,
para boa parte dos advogados iniciantes, a alternativa é sair da advocacia com
uma aprovação em concurso público ou permanecer nela como pseudo-sócio de algum
escritório com 0,00001% das cotas. Este meu artigo destina-se àquele que não
deseja seguir um dos dois caminhos e genuinamente quer ser um advogado de
sucesso.
Abaixo
estão 4 atitudes mínimas que um advogado iniciante precisa saber para um dia
viver muito bem com a advocacia. Infelizmente, nenhumas delas é ensinada nas
faculdades de direito e são exigidas cotidianamente no mercado jurídico.
Vejamos:
1.
É preciso vontade: não é fácil ser advogado no Brasil, especialmente porque é
uma profissão que tende à sub-remuneração, que a carga de trabalho é alta e o
retorno financeiro é de médio ou longo prazo. Portanto, é preciso ter vontade
de ser advogado. Muitos decidem pela advocacia porque não foram aprovados em
concursos ou porque “deu certo com o amigo”. Porém, o sucesso da advocacia
depende, em primeiro lugar, de uma vontade genuína de se tornar advogado, de
seguir a carreira de advogado e de suportar os ônus e os bônus;
2.
É preciso estratégia: a grande maioria que ingressa na advocacia não tem
qualquer estratégia para o sucesso profissional na carreira. As pessoas “vão
deixando a vida levar” e não estabelecem metas, não planejam suas atividades e
não pensam em como fazerem uma advocacia sustentável. Seja o advogado empregado
de um escritório, seja aquele que fundou seu próprio escritório, nenhum deles
poderá ter sucesso na advocacia sem ter uma estratégia clara do que oferece
como serviço e de quais resultados pretende atingir ao longo do tempo;
3.
É preciso persistência: com raríssimas exceções, o sucesso na advocacia é de
longo prazo. Para construir um nome não é fácil, e o caminho para ter
reconhecimento dos demais advogados e operadores do direito é demorado.
Portanto, é preciso saber muito bem o que se quer e ter uma tolerância aos
riscos e aos fracassos para aprender com eles;
4.
É preciso marketing jurídico: não é possível se tornar um grande e renomado
advogado sem marketing jurídico. Obviamente, é importante ser competente, mas a
competência é apenas o “arroz com feijão”. É preciso desenvolver estratégias
efetivas de marketing pessoal, além de ter um bom planejamento de mídia
impressa e virtual. A sua participação em jornais, sites, blogs e, até mesmo,
em redes sociais pode ser decisiva para a contratação de novos clientes.
Atualmente, o marketing jurídico é condição para o sucesso na advocacia, sem
perder de vista os limites éticos e disciplinares da OAB.
Estas
são as 4 atitudes mínimas que um advogado iniciante precisa saber para se
tornar um grande advogado. Assim como há pessoas pacientes e perseverantes que
estabelecem uma estratégia para serem aprovadas num concurso público em alguns
anos, aqueles que pretendem ser advogados de destaque têm que fazer o mesmo. O
desenvolvimento de uma atividade empresarial, sustentável e com resultados na
advocacia depende desta postura pró-ativa do advogado iniciante em querer
seguir uma carreira com felicidade e sucesso profissional.
Fonte:
felipeasensi

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