Presidente cobra compromisso real de países ricos e diz que o Sul Global não pode pagar sozinho pela crise ambiental
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil
Durante discurso nesta sexta-feira (8) na COP30, em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um duro pronunciamento contra o que chamou de “paralisia moral das grandes potências” diante da crise climática global.
Lula afirmou que o Sul Global não pode continuar arcando sozinho com os efeitos da destruição ambiental provocada pelos países ricos e defendeu uma nova governança climática internacional, mais justa e democrática.
“Não podemos aceitar que os mesmos países responsáveis pela devastação da natureza sejam agora os que definem quem merece viver em um planeta habitável”, declarou o presidente, aplaudido por lideranças estrangeiras.
O discurso ocorreu durante a Cúpula dos Líderes Mundiais, que marca o ponto alto da conferência. Lula reforçou que o Brasil está fazendo a sua parte, com queda histórica no desmatamento da Amazônia e programas de reflorestamento em andamento.
O presidente também defendeu a criação de mecanismos financeiros permanentes para a transição ecológica e a preservação das florestas tropicais, mencionando o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) como exemplo concreto de solidariedade global.
“Não se trata de pedir favor, mas de exigir justiça climática”, afirmou.
A fala de Lula foi reproduzida em diversos veículos internacionais e consolidou o protagonismo do Brasil no debate ambiental global.
Analistas apontam que a postura firme do presidente reposiciona o país como liderança estratégica do Sul Global e fortalece as relações com África, Ásia e América Latina.
Fontes: Brasil 247, Agência Brasil, DW
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