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Com investigações sobre Lula, Cardozo deixa Ministério da Justiça


Após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva receber intimação que terá seus sigilos bancário, telefônico e fiscal e de sua família quebrados, a partir de hoje (29), José Eduardo Cardozo deixa a cadeira do Ministério da Justiça. Neste domingo (28), Cardozo teria se queixado a amigos que não quer mais ser criticado por não estar cumprindo seu papel.
 
De acordo com reportagem do Estadão, o atual ministro da Justiça não escondeu seu aborrecimento com os ataques do partido, após o Ministério Público Federal e a Polícia Federal chegarem ao ponto de colocarem Lula nas investigações da Operação Lava Jato. 
 
"Eu já fui prestar vários depoimentos. Recebi uma intimação de que, a partir de segunda-feira, vão quebrar meu sigilo bancário, telefônico, fiscal. O meu, da Marisa, do meu neto, se precisar até da minha netinha de um mês", disse o ex-presidente, durante a festa de 36 anos do PT neste sábado (27). "Se esse for o preço que a gente tem que pagar para provar nossa inocência, que façam. A única coisa que quero é que me deem um atestado de idoneidade porque duvido que tenha alguém mais honesto que eu neste País", completou.
 
No dia seguinte, domingo, Cardozo decidiu abandonar o posto de ministro da Justiça. José Eduardo Cardozo teria justificado que ele não perdeu o controle sobre a PF, que a corporação tem autonomia para fazer investigações e ele só poderia interceder em caso de violação de direitos. Durante a festa do PT, Lula, por sua vez, disse estar sendo perseguido pela PF e pelo MPF.
 
Ainda de acordo com o Estadão, o que também teria motivado a saída foi a pressão do próprio partido. No último dia 21 de fevereiro, uma comissão de 10 deputados federais do PT foi ao gabinete fazer uma nova reclamação. Na ocasião, cobraram providências sobre as investigações que miram Lula e que tinham certeza que o objetivo da força-tarefa da Lava Jato era prender o ex-presidente. 
 
A prisão do marqueteiro de campanhas da presidente e do ex-presidente, João Santana, na 23ª fase da Lava Jato no dia 22 de fevereiro, também acirrou a pressão de petistas para o fato de que as ações da PF e do MPF tinham o claro objetivo de derrubar Dilma e incriminar Lula. Com isso, setores do PT que já não endossavam apoio à escolha de Dilma por Cardozo reforçaram os pedidos de saída do ministro.
 
Atendendo à essa ala petista, o substituto no Ministério da Justiça deve ser um procurador baiano ligado ao ministro Jaques Wagner, da Casa Civil. Ainda assim, Cardozo pode permanecer nas pastas do Executivo, a pedido de Dilma, sendo deslocado para a Advocacia Geral da União (AGU), de acordo com a coluna de Mônica Bergamo desta segunda. 

Fonte: ggn
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