O
procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sócio do golpe de Estado no
Brasil, abriu nova temporada de caça a Luiz Inácio Lula da Silva. A ideia dos
“justiceiros” é matar de morte matada a possibilidade de retorno da presidente
eleita Dilma Rousseff em 180 dias e, de lambuja, tirar o ex-presidente do jogo
de 2018. Eis o script da Lava Jato, que, após prender o petista, terá cumprido
sua missão política.
A
Lava Jato do juiz Sérgio Moro age contra os símbolos, pelo que os réus
representam, e não pelo que eles efetivamente fizeram. Vide o caso do
ex-ministro José Dirceu condenado ontem (18) pelo magistrado a 23 anos de
prisão, ou seja, teve sua pena de morte decretada embora não haja essa previsão
legal na Constituição.
Agora,
Lula voltou à alça da mira da Lava Jato. A tese é que ele interferiu para
atrapalhar as investigações. A base da denúncia da PGR, veiculada na Globo
(sic), é uma delação do ex-senador Delcídio Amaral, o que foi peremptoriamente
negada pelo acusado.
A
televisão dos Marinho não deu oportunidade para o exercício do contraditório de
Lula, o que o Blog do Esmael oferece abaixo na íntegra:
Leia
aqui a nota enviada ao Jornal Nacional, que mais uma vez não foi lida pelo
telejornal da Rede Globo:
O
ex-Presidente Lula já esclareceu em depoimento prestado à Procuradoria Geral da
República, em 7 de abril, que jamais conversou com o ex-Senador Delcídio do
Amaral ou qualquer outra pessoa, objetivando interferir na conduta do condenado
Nestor Cerveró ou em qualquer outro assunto relativo à operação Lava Jato.
O
acordo de delação premiada negociado entre o Ministério Público Federal e
Delcídio do Amaral com a finalidade de permitir que este último saísse da
prisão e tivesse as penas abrandadas não tem o poder de alterar essa realidade.
Primeiro, porque delação premiada não é meio de prova, mas “meio de obtenção de
prova”, como já decidiu o Supremo Tribunal Federal (IQ 4.130-QO). Segundo,
porque a narrativa apresentada por Delcídio como parte desse acordo em relação
a Lula é mentirosa e incompatível com afirmações anteriores, emitidas de forma
espontânea. Exemplo disso é a gravação feita por Bernardo Cerveró, divulgada
pela imprensa, em que Delcídio não menciona qualquer atuação do ex-Presidente
em relação a Nestor Cerveró ou à Lava Jato.
Os
depoimentos prestados por Nestor Cerveró nos processos da Lava Jato deixam
claro que quem de fato tinha temor das revelações era Delcídio, pois a ele
vieram ser imputadas graves acusações.
O
Procurador Geral da República também fez referência a chamadas telefônicas
entre um número atribuído a José Carlos Bumlai e a outro que seria utilizado
por Lula. No entanto, os extratos anexados na peça processual revelam apenas a
existência de chamadas entre dois terminais. Não permitem concluir que as
pessoas referidas efetivamente conversaram e muito menos saber o assunto
tratado.
Também
é citado um e-mail do Instituto Lula no qual é citada uma reunião agendada
entre o ex-Presidente e Delcídio do Amaral. O documento apenas demonstra que
Delcídio pediu uma reunião com Lula e nada mais. Lula já esclareceu em
depoimento que seus contatos se restringiam à função de Delcídio como líder do
governo.
O
ex-Presidente tem a sua vida investigada há 40 anos e já foi submetido a
condução coercitiva que o privou da liberdade sem previsão legal, além de ter
sofrido reprovável devassa em sua vida, na de seus familiares e até mesmo na
relação com seus advogados. Nem mesmo esse abuso de autoridade permitiu a
identificação de qualquer elemento que pudesse indicar a prática de um ato
ilícito, porque Lula sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de
exercer dois mandatos como presidente da República.
Assessoria
de Imprensa do Instituto Lula
Fonte:
brasil247

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