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| Imagem: Eduardo Cunha e Romero Jucá, no dia em que o PMDB anunciou que estava fora do governo Dilma. Naquela época, os dois celebraram. Hoje, ambos caíram / REUTERS / Adriano Machado |
As
quedas de Romero Jucá e Eduardo Cunha, principais líderes do impeachment de
Dilma, revelam que quem melhor tem analisado o panorama político brasileiro é a
mídia alternativa e a imprensa internacional: corruptos derrubaram uma
presidente com intenção de assaltar o poder e abafar investigaçõesMichel Temer
soube domingo (22) à noite que Sérgio Machado, um antigo personagem da política
brasileira, havia grampeado uma conversa com seu ministro do Planejamento,
Romero Jucá (PMDB-RR), que também foi personagem central na articulação do
impeachment de Dilma Rousseff.
Considerada
inevitável, a queda de Jucá marca o naufrágio dos dois maiores artífices do
impeachment de Dilma Rousseff, 36 dias depois de o primeiro algoz da petista,
Eduardo Cunha (PMDB-RR), ter obtido a aprovação do pedido na Câmara.
Se
Cunha deu início ao calvário de Dilma, aceitando a tramitação do pedido de
afastamento, Jucá trabalhou para materializar em votos no plenário a
insatisfação da classe política com a petista.
Habilidoso,
comandou o rompimento do PMDB com o PT, assumiu a presidência do partido e
atuou fortemente para trazer o PSDB, o PP e o PR para o lado de Temer.
O
resultado desse trabalho conjunto é conhecido. Cunha sequer pôde participar da
posse de Temer. Foi afastado do cargo e do mandato uma semana antes pelo STF
(Supremo Tribunal Federal).
Jucá,
por sua vez, não só foi à cerimônia como ganhou nela o título de ministro e
homem forte do governo. Permaneceu 12 dias no poder.
Integrantes
do PMDB próximos a Temer definiram a rápida passagem de Jucá pela Esplanada
como a “crônica de uma morte anunciada”, numa alusão a um livro do escritor
colombiano Gabriel Garcia Márquez.
Narrativas
As
quedas do ministro do planejamento, Romero Jucá, e do presidente da Câmara,
Eduardo Cunha, principais líderes do impeachment de Dilma, revelam que quem
melhor tem analisado o panorama político brasileiro é a mídia alternativa e a
imprensa internacional.
As
narrativas dos veículos de comunicação do Brasil que não integram a grande
mídia sempre denunciaram que o processo em curso para derrubar Dilma Rousseff
se tratava de um golpe.
Na
mesma linha afirmaram em alto e bom som os principais jornais do mundo, como El
País, The Guardian, The Washington Post, Le Monde e The New York Times que
corruptos derrubaram uma presidente democraticamente eleita com o verdadeiro
objetivo de assaltar o poder e abafar investigações
Por
fim, se a Justiça não virar as costas, é provável que tanto Cunha como Jucá
sejam presos e condenados. Contra eles pesam não apenas acusações, mas provas
de que cometeram ilicitudes diversas.
com
informações de Folhapress
fonte:
pragmatismopolitico

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