Deputado
federal Wadih Damous (PT-RJ) afirma que teor do áudio do ministro do
Planejamento, Romero Jucá, é mais grave do que o revelado em novembro de 2015,
do ex-senador Delcídio do Amaral: “Esse governo, na verdade, não é um governo,
é uma quadrilha. O país foi tomado de assalto por uma quadrilha. Esses áudios
só mostram isso. Foi dado um golpe e vieram para institucionalizar a corrupção”
por Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual
São
Paulo – Na opinião do deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), o teor do áudio do
ministro do Planejamento, Romero Jucá, é mais grave do que o revelado em
novembro de 2015, do ex-senador Delcídio do Amaral. “Esse governo, na verdade, não
é um governo, é uma quadrilha. O país foi tomado de assalto por uma quadrilha.
Esses áudios só mostram isso. Foi dado um golpe e vieram para institucionalizar
a corrupção. É um bando de salteadores que se apresentou ao pais como aqueles
que queriam salvar o país da corrupção, mas na verdade estão mergulhando o país
mais fundo no poço da corrupção”, diz.
Segundo
ele, Delcídio do Amaral, "na sua bravata", dizia que queria subornar
uma testemunha, já o Jucá diz que queria parar a Lava Jato toda, pelo menos em
relação aos investigados do PMDB. "O que chama a atenção também é que, ao
que parece, esse áudio já estava à disposição do procurador-geral da República,
e eu fico imaginando se fosse alguma liderança do PT protagonizando isso, já
teria vazado há muito tempo", afirma Damous, com uma ressalva: “Não que eu
passe a defender vazamentos. Eu sou contra vazamentos. O que ocorre é que há
uma seletividade nos vazamentos”.
Para
Damous, diante da revelação do áudio pela Folha de S.Paulo, cabe ao Senado
reavaliar o processo do impeachment, no mérito. “Se a maioria do Senado tiver
um mínimo de dignidade, vota logo o mérito desse processo e devolve a cadeira
que é de direito da presidenta Dilma, que foi eleita por 54 milhões de votos”,
diz o deputado, que é suplente e retomou o mandato após licença médica de
Benedita da Silva (PT-RJ).
Segundo
o deputado federal Ivan Valente (Psol-SP), seu partido ingressará com ação na
PGR nesta segunda-feira (23), pedindo a prisão de Jucá.
Em
vídeo postado no Facebook, o ministro da Secretaria de Governo de Dilma
Rousseff, Ricardo Berzoini, afirmou que a revelação dos diálogos demonstra a
verdadeira razão do golpe contra o mandato de Dilma Rousseff: "Jogar as
investigações para debaixo do tapete".
Segundo
Berzoini, o diálogo não deixa dúvidas, ao mostrar um pretendente a ser ministro
do golpe conversando com uma pessoa investigada. "E eles tentando tramar
para encontrar no impeachment a forma de refrear as investigações e apuração
dos crimes praticados. É um escândalo, uma vergonha, um produto do governo
golpista de Eduardo Cunha, Michel Temer e Romero Jucá."
Berzoini
pede que o caso seja investigado “com profundidade” e defende apuração da
“relação de Michel Temer com esse diálogo”.
Em
entrevista ao Valor Econômico, o senador Telmário Mota (PDT-RR), relator do
processo de cassação de Delcídio do Amaral, disse que vai entrar amanhã (24) no
Senado com um processo de cassação de Romero Jucá. Como Wadih Damous, Mota
afirmou que a fala de Jucá é, "sem dúvida", mais grave que a de
Delcídio. "Delcídio queria proteger um possível delator. Romero quer parar
a Operação Lava-Jato."
O
Judiciário não pode, na avaliação do pedetista, fazer pacto com senador
envolvido em corrupção. "Romero foi o grande articulador do impeachment,
assumiu o PMDB para dar (ao processo) a celeridade que teve. Ele acha que a
Justiça pode fazer pacto para proteger a ele e outros envolvidos até o pescoço
em corrupção? Tem que acabar isso", diz Telmário.
Fonte:
brasil247

0 Comentários