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| air Bolsonaro agora é réu no Supremo – Foto: Nilson Bastian/ Câmara dos Deputados |
Para
Bolsonaro, a decisão do STF é uma sinalização de que a imunidade parlamentar
por palavras, opinião e voto “não é mais absoluta”
Em
um misto de bate e assopra, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) pediu
“humildemente” que o Supremo Tribunal Federal (STF) não o condene após a
Primeira Turma da Corte aceitar denúncia contra ele por incitação ao crime de estupro quando, em 2014, proferiu um discurso em que diz que só não estupraria
a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. No dia seguinte, o
parlamentar repetiu a declaração em entrevista ao jornal Zero Hora.
Com
a decisão, o deputado passou à condição de réu por incitação ao crime de
estupro e por injúria. Durante entrevista para comentar a decisão, o deputado
fez um apelo aos ministros da Corte. “Eu apelo humildemente aos ministros dos
STF que votaram para abrir o processo para não me condenar, que reflitam sobre
esse caso, não só a questão da imunidade aqui [no Congresso], bem como onde eu
estou”, disse.
Depois
do pedido, a crítica. Para Bolsonaro, a decisão do STF é uma sinalização de que
a imunidade parlamentar por palavras, opinião e voto “não é mais absoluta”. “A
partir de agora, nossa imunidade material não seria mais absoluta.” Na época,
segundo Bolsonaro, ele não entrou com ação contra a deputada, que o teria
chamado de estuprador, por acreditar “na imunidade [parlamentar] por palavra,
opinião e voto”.
Fonte:
brasileiros

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