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Leonardo Gadelha diz que objetivo é mapear os benefícios em que há indícios de irregularidades
Foto: Reprodução |
Presidente
do INSS confirma que aposentados por invalidez mais velhos não farão revisão de
perícia
O
novo presidente do INSS, Leonardo Gadelha, confirmou que o pente-fino em
aposentadorias por invalidez concedidas há mais de dois anos que será feito
pelo governo deixará de fora segurados com mais de 60 anos de idade. Gadelha,
que tomou posse na última quarta-feira, afirmou que não faz sentido convocar
esses segurados para a revisão da perícia médica tendo em vista que “eles podem
auferir o mesmo benefício de outra forma”. O presidente destacou ainda que o
censo, que também analisará auxílios-doença, começará a convocação em agosto
via carta pelos Correios.
Conforme
O DIA noticiou na terça-feira, os aposentados por invalidez com mais de 60 anos
estão respaldados por legislação que exime idosos acima dessa idade de fazer
perícia. A Lei 13.063/2014 foi sancionada pela então presidente Dilma Rousseff.
Os pensionistas que completaram 60 anos também são beneficiados.
O
governo tem um mês para normatizar como se dará a convocação e o atendimento
das revisões. Atualmente, são pagas 3,2 milhões de aposentadorias por
invalidez. Deste total, 50% dos segurados têm mais de 60 anos. No último dia 8,
a União publicou a MP 739 que estabelece parâmetros para revisão de benefícios
por incapacidade vigentes há mais de 24 meses.
“O
objetivo não é prejudicar ninguém. Vamos fazer (a revisão) de forma criteriosa,
para buscar apenas gargalos, aqueles em que há indícios de irregularidades”,
afirmou. “Não é preciso que as pessoas procurem uma agência do INSS neste
momento”. O governo estima que a revisão desses benefícios vá gerar economia de
R$ 6 bilhões por ano. No caso do auxílio-doença, a previsão é de cortar 30% dos
concedidos acima de dois anos. Em relação ao benefício de assistência
continuada, a economia deve ser de R$ 800 milhões com a retirada de 2% do
total. Para fazer as perícias, o INSS vai remunerar os peritos com bônus de R$
60 por exame.
Reforma
é questionada no Supremo
Ação
protocolada ontem no Supremo Tribunal Federal questionará a reforma da
Previdência que o governo interino quer implementar. Advogados da Confederação
Brasileira dos Aposentados e da Frente Parlamentar em Defesa da Previdência
também entraram com Arguição de Descumprimento a Preceito Fundamental (ADPF)
contra a restituição da Desvinculação das Receitas da União (DRU), entre outros
pontos.
Para
o presidente da Cobap, Warley Martins, a ação é nova esperança para os
segurados do INSS. “Por meio do STF esperamos que nossas reivindicações
tramitem de forma mais justa”, alegou.
Fonte:
odia

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