Governador gaúcho defende rota brasileira para megaprojeto argentino e reforça importância do gás para o polo petroquímico do estado

Acordo sobre Vaca Muerta foi assinado pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira © ANSA/Divulgação


O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, intensificou nesta sexta-feira (8) sua articulação para que o gás extraído da reserva da Vaca Muerta, na Argentina, passe pelo território gaúcho — evitando a rota via Bolívia. Segundo o governo do estado, a alternativa pelo Sul do Brasil simplifica logística, fortalece o polo petroquímico de Triunfo e amplia a segurança energética nacional

Leite afirmou que “o Rio Grande do Sul tem infraestrutura, proximidade e mercado consumidor que justificam a rota”, destacando que o país não pode “abrir mão de sua soberania energética”. Representantes do setor de energia destacam que o projeto da Vaca Muerta está inserido na estratégia sul-americana de integração energética, mas que a rota debateu historicamente o papel da Bolívia como corredor. 

No Palácio Piratini, Leite afirmou que deseja que Brasília “avance rápido” nos estudos técnicos e que o governo federal, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, inclua esse eixo como prioridade no plano de transição energética. Analistas veem a disputa como parte de um movimento geopolítico mais amplo entre Brasil, Argentina e Bolívia pelo controle de rotas de energia e pelo fortalecimento de cadeias produtivas sul-americanas. Empresários gaúchos do setor de gás apoiam a proposta, alertando para ganhos de emprego, investimento e industrialização na região. 

O Ministério de Minas e Energia informou que aguarda a conclusão de estudos ambientais e logísticos antes de definir a rota oficial, prevista para 2026.

Fontes: Brasil 247, Agência Brasil, El País