Índice recua 0,40% e reflete desaceleração dos preços ao produtor e das tarifas de eletricidade
Feira de rua no Rio de Janeiro 02/09/2021 REUTERS/Ricardo Moraes
Feira de rua no Rio de Janeiro 02/09/2021 REUTERS/Ricardo Moraes
O índice IGP-DI registrou recuo de 0,40% em outubro, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV), influenciado por queda acentuada nos preços agropecuários e pela diminuição das tarifas de energia elétrica.
Na componente IPA, que pesa 60% no índice global, a queda foi de 0,62%, refletindo cenário favorável para grãos e insumos agrícolas.
No setor de energia, a combinação de bandeiras tarifárias menores e aumento da geração renovável colaborou para aliviar custos de produção e consumo.
Com o recuo, o acumulado para o ano de 2025 reduz as pressões inflacionárias, projetando uma alta moderada para o fim do ciclo.
Para o governo federal, o resultado reforça a eficácia da política econômica que busca combinar crescimento com estabilidade de preços.
Economistas consideram que o quadro pode abrir espaço para início de cortes na taxa Selic por parte do Banco Central do Brasil, caso o cenário externo permaneça controlado.
Entretanto, alertam que o câmbio e os preços internacionais de commodities ainda podem trazer riscos à trajetória.
A fluidez entre setor público e privado na leitura desses dados reforça a percepção de maturidade da economia brasileira sob gestão do presidente Lula.
Fontes: Brasil 247, Agência Brasil, FGV
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