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Redução do desmatamento na Amazônia é histórica, mas alerta permanece

Relatório do ICMBio aponta queda recorde no desmatamento em 2025, impulsionada por reforço de fiscalização e operações conjuntas na região Norte.
Desmatamento na Amazônia. — Foto: Ibama

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou dados que apontam uma redução histórica nas taxas de desmatamento na Amazônia. Segundo o relatório, a queda foi de mais de 60% no primeiro semestre de 2025, comparado ao mesmo período do ano anterior.

A melhora é atribuída ao aumento de equipes de fiscalização, novas bases operacionais e uso intensivo de drones e imagens de satélite. O governo federal também ampliou a presença das Forças Armadas em áreas críticas.

Para o ICMBio, a retomada do comando territorial é essencial para evitar o retorno de grandes frentes de desmatamento. “Voltamos a ter presença do Estado onde antes dominava o crime ambiental”, afirmou o diretor do órgão, Paulo Carneiro.

Apesar dos avanços, ambientalistas alertam que a redução é frágil e pode ser revertida se houver desmonte da estrutura de controle. “É uma vitória importante, mas ainda não consolidada”, disse a bióloga Raquel Freitas, da ONG ObservaFloresta.

A região do sul do Amazonas continua sendo a mais pressionada pela expansão agrícola. Municípios como Lábrea e Apuí seguem entre os maiores focos de desmatamento, segundo o relatório.

Especialistas ressaltam que o resultado também reflete um esforço internacional de cooperação, com recursos da Noruega, Alemanha e Reino Unido voltados à preservação.

A meta do governo é reduzir o desmatamento ilegal a zero até 2030, conforme compromisso firmado no Acordo de Paris.

Fontes: ICMBio, Agência Brasil, Reuters 


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