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Trump propõe ocupar Gaza por dois anos e reacende debate sobre dominação dos EUA

Proposta articulada por aliados do ex-presidente americano prevê que os Estados Unidos e países parceiros assumam o controle político e militar da Faixa de Gaza sob mandato da ONU.

 Crédito: Alex Brandon | AP

Donald Trump voltou ao centro das discussões internacionais ao propor que os Estados Unidos assumam o controle temporário da Faixa de Gaza. A medida, segundo o republicano, teria caráter humanitário e de reconstrução, mas já provoca reações negativas em várias partes do mundo.

A proposta prevê uma coalizão internacional liderada por Washington, que ficaria responsável pela segurança e administração civil do território por dois anos. O plano seria apresentado em uma resolução a ser debatida no Conselho de Segurança da ONU.

Fontes próximas ao Partido Republicano afirmam que o ex-presidente vê na iniciativa uma oportunidade de reposicionar os Estados Unidos como “força estabilizadora” em meio ao avanço diplomático da China e da Rússia no Oriente Médio.

Especialistas em direito internacional alertam que o projeto pode violar princípios de soberania e abrir precedentes para novas ocupações travestidas de missões humanitárias. “Seria um erro histórico permitir nova intervenção estrangeira em Gaza”, afirmou a professora americana Susan O’Neill, da Universidade de Georgetown.

Diplomatas árabes classificam a proposta como um “plano de colonização moderna”. Segundo eles, qualquer medida desse tipo agravaria o sofrimento da população local e geraria resistência armada.

Analistas também apontam motivação política. Trump tenta recuperar terreno eleitoral nos Estados Unidos, apresentando-se como líder capaz de resolver crises globais.

O texto deve ser analisado pelo Conselho de Segurança nas próximas semanas, e países do BRICS, como Rússia e China, já sinalizaram que poderão vetar a resolução.

Fontes: Reuters, Al Jazeera, BBC 

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