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| Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula |
O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na noite desta sexta-feira
(26), de um encontro com intelectuais, artistas e cientistas do Rio de Janeiro
para debater os desafios e perspectivas do país.
Convidados
pelo escritor Roberto Amaral, ex-ministro de Ciência e Tecnologia e
ex-presidente do PSB, eles se posicionaram em defesa do estado democrático de
direito e do projeto de crescimento com inclusão social e independência
nacional aplicado desde 2003, verdadeiro alvo da onda conservadora em curso
desde o fim das últimas eleições presidenciais.
“A
presunção da inocência não vale mais nada. Nunca valeu para o preto e pobre, e
agora não está valendo para ninguém”, ponderou Eni Moreira, advogada de
diversos presos políticos durante a ditadura militar. “Então um sujeito que
está mofando na cadeia, pressionado com a possibilidade de prisão de mulher e
filhos, assina um contrato de toma lá, dá cá. Uma barganha, como se chama esse
mecanismo nos Estados Unidos. A mídia repercute qualquer acusação e nunca mais
a imagem das pessoas se recupera. É como no ditado árabe: lance as penas de um
ganso ao vento, e depois tente recolhê-las. É impossível”, concluiu.
E
a campanha de difamação atinge também apoiadores do projeto popular: o músico
Tico Santa Cruz relatou como sofreu ameaças de morte contra seus filhos por
fazer a desconstrução do discurso midiático em suas redes sociais. “É
necessário fazer a autocrítica, porque se avançamos na distribuição de renda,
não avançamos na comunicação”, afirmou, ao defender que as forças progressistas
utilizem mais e melhor a internet para alimentar o diálogo propositivo e combater
o ódio.
Pedro
Celestino, presidente do Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, afirmou que o
que o que está em jogo são as próximas décadas do desenvolvimento brasileiro:
“por isso também atacam o petróleo, falam em terra arrasada na economia, tentam
recriar conflito com a Argentina. Hoje, como em 1964. A diferença é só que o
elemento de desestabilização não é mais o exército”.
“O
ódio despejado sobre nós neste momento é por conta do que aconteceu neste
país”, corroborou Lula. “Uma verdadeira revolução em 12 anos. Quantas pessoas
foram incluídas? Que quantidade de pessoas foi à universidade? Que quantidade
de pessoas passou a comer três vezes por dia?”, completou.
A
exemplo dos convidados do encontro, que se colocaram à disposição para seguir
defendendo publicamente os valores sociais do projeto político representado por
Lula, o ex-presidente também afirmou que pretende continuar viajando o Brasil
com esse objetivo.
“E
eu também vou brigar na Justiça porque alguém precisa por o dedo na ferida desse
tipo de comportamento”, disse ainda, sobre sua determinação de levar às últimas
instâncias o combate às mentiras contra sua honra.
“Lembro-me,
nestes tempos, o que diziam do Garrincha: pra parar esse aí, só matando a tiro.
E agora, o que tentam fazer é justamente um assassinato político”, comparou o
cineasta Luis Carlos Barreto, relembrando que Lula é a face pública de uma
bem-sucedida política voltada aos mais necessitados.
Fonte:
institutolula

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