Do brasil247
CEARÁ
SEM PRESTÍGIO NO GOVERNO INTERINO
Nos
13 anos de governos petistas, o Ceará sempre esteve presente no staff
ministerial. Tido como figura de proa nas articulações finais do golpe, o
senador Eunício Oliveira era tido como um "futuro homem forte do
governo" nas avaliações de articulistas e políticos locais. Anunciados os
principais cargos, não se confirmou o suposto prestígio do senador
Com
a saída da presidenta Dilma Rousseff e a ascensão do presidente interino Michel
Temer, o Estado do Ceará viu diminuir consideravelmente seu espaço na
geopolítica nacional. Nos 13 anos de governos petistas, o Ceará sempre esteve
presente no staff ministerial. Agora, com o governo do PMDB, o estado ficou
fora de qualquer representação no ministério, à exemplo dos governos tucanos de
Fernando Henrique, quando os projetos estruturantes para o desenvolvimento
estadual foram sempre relegados à segundo plano, como foi o caso da
transposição, da refinaria, da siderúrgica e tantos outros, considerados
estratégicos.
Tido
como figura de proa nas articulações finais do golpe, o senador Eunício
Oliveira era tido como um "futuro homem forte do governo" nas
avaliações de articulistas e políticos locais. Não foi o que se viu. Após a
indicação dos principais cargos, não se vê a "digital" do senador no
governo. Hoje, em entrevista a uma cadeia de rádio local, Eunício justificou a
sua situação. "Não ficarei no bate-boca. Vou continuar trabalhando para
levar benefícios para a população, diferente dos que só querem títulos. E
complementou "que recusou o cargo de Ministro da Integração para
fortalecer órgãos como o DNOCS e atender demandas do Ceará". Eunício criticou ainda os ex-ministros
cearenses, esquecendo que também foi ministro no governo de Lula. "São
pessoas que fazem política por cargos, que não tiveram a menor importância para
o estado enquanto foram ministros" afirmou.

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