No Dia da Consciência Negra, caso Renato Freitas revela persistência do racismo escancarado e cobra resposta imediata do Estado e da sociedade brasileira: ser preto não é crime, exigir respeito é dever!

IMAGEM: REPRODUÇÃO WEB
Renato Freitas, homem negro, ativista, legítimo representante do povo, é nitidamente alvo de uma violência que transborda o limite individual e revela a doença coletiva do preconceito brasileiro. O episódio, ocorrido em Curitiba, não é exceção — é sintoma de uma democracia doente, onde pessoas negras seguem sendo ameaçadas, ofendidas e atacadas. Testemunhos apontam não apenas ofensas racistas, mas um gesto de agressão física, enraizado num ódio antigo, que ainda está longe de ser extirpado das cidades, dos parlamentos e do cotidiano nacional.
O Dia da Consciência Negra existe justamente porque a história dos pretos no Brasil foi marcada pela exclusão, pela escravidão, por centenas de anos de exploração, trabalho forçado, violência e negação de humanidade. Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência, inspira este dia para que os brasileiros não tenham coragem apenas de celebrar, mas principalmente de enfrentar — sem piedade — todo racismo, injúria e discriminação que permanece vivo e sangrando na alma social. Este dia não é “festa”, é lembrança dos gritos sufocados, dos sonhos impedidos, dos direitos roubados, da luta incessante pela dignidade que deveria ser pressuposto para todo e qualquer ser humano.
A cada novembro, os militantes dos movimentos negros, seus aliados brancos e todas as vozes honestas puxam a cortina: oportunidades continuam distribuídas de modo seletivo, a pele preta ainda é tratada como ameaça, e as estatísticas confirmam o massacre silencioso — seja na periferia, seja nos corredores da política, seja nos bancos das universidades, seja no simples trânsito da rua. O caso de Renato Freitas é mais uma prova, reafirmando que injúria racial não é apenas ofensa — é crime, é indignidade, é brutalidade que destrói tudo o que o Brasil diz ser.
Diante da repetição desses episódios, é preciso cobrar das autoridades postura firme. Não basta solidariedade, precisamos de punição exemplar, investigação ágil, políticas efetivas e leis cumpridas até o fim — sem anistia para racistas, sem tolerância para quem insiste em marcar fronteiras de humanidade entre pessoas que só diferem pela cor da pele. O poder público tem o dever de criar oportunidades iguais — na economia, na política, na educação, na segurança, no reconhecimento social — pois o preto, assim como qualquer outra pessoa, é ser humano, é história, é sonho, é cidadão pleno.
O Dia da Consciência Negra deve ser o grito ácido e insubmisso contra todo preconceito, contra toda seletividade, contra todo racismo institucional, estrutural e cotidiano. Exigir respeito, justiça, oportunidades, não é favor, é dívida histórica! Que o caso de Renato Freitas vá para os livros, não como mais uma chaga, mas como catalisador de mudança, para que negros nunca mais sejam obrigados a pedir licença para existir.
O preconceito é incompatível com democracia. Chega de desculpas, chega de silêncio — preto não é ameaça, é vida, e sua dignidade não pode esperar mais um dia.
O DEPUTADO RENATO FREITAS APRESENTA SUA VERSÃO DOS FATOS:
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