Filho 03 admite crise profunda, cobra rendição de todas as correntes bolsonaristas ao projeto presidencial do irmão e faz da candidatura um instrumento para pressionar por anistia a Jair Bolsonaro
Na imagem, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (esq.), o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro...
Eduardo Bolsonaro tem usado entrevistas e redes sociais para pedir que toda a direita se una em torno da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro, afirmando que o campo conservador estaria “à beira do precipício”. O apelo acontece em meio à prisão de Jair Bolsonaro, à fragmentação de lideranças e à resistência de parte do eleitorado em aceitar o senador como herdeiro natural do projeto extremista do pai.
Nos bastidores, aliados admitem que a campanha de Flávio funciona também como alavanca para uma agenda central: a aprovação de anistia para o ex-presidente ainda neste ano. O próprio senador escreveu, em mensagem pública, que começaria “imediatamente” negociações com outras forças políticas para aprovar o perdão, pedindo união de todos que se dizem “anti-Lula”.
O discurso de Eduardo tenta silenciar divergências internas, como as de grupos que preferiam a aposta em Tarcísio de Freitas ou em uma figura menos marcada pela imagem das rachadinhas e do golpe. Ao mesmo tempo, a insistência da família em condicionar a unidade da direita à salvação penal de Bolsonaro reforça, aos olhos do eleitorado mais amplo, a percepção de que o clã trata a política como instrumento para blindar interesses privados, não como projeto de nação.
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