Analistas de mercado apontam enfraquecimento do bolsonarismo, avanço do eleitorado evangélico e melhora das relações internacionais
crédito: Platobr Politica
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BVO - No encontro de analistas e investidores da “Faria Lima” em São Paulo nesta segunda-feira (20 de outubro de 2025), ficou claro que o resultado político do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou na contabilidade do mercado. O que antes era visto como eventualidade, agora é considerado cenário probable: vitória já no primeiro turno. As avaliações refletem, segundo o colunista Guilherme Amado, “uma combinação de crise do bolsonarismo, reaproximação externa e avanço de Lula sobre o eleitorado evangélico”.
Reação do mercado financeiro à mudança política
Fontes ouvidas pelo jornal relatam que o mercado passa a registrar com menos apreensão os riscos eleitorais de 2026, diante da projeção de Lula como favorito. O enfraquecimento do Jair Bolsonaro (PL) e a ausência de uma alternativa clara da direita foram citados como fatores principais.
Impactos nas relações internacionais e na agenda econômica
A nova configuração política é vista como positiva para a agenda internacional do Brasil, segundo executivos: a expectativa é de menor conflito diplomático e maior previsibilidade, o que favorece fluxos de investimento externo e parcerias estratégicas.
Avanço sobre o eleitorado evangélico e base tradicional
Analistas destacam que Lula ganha terreno entre evangélicos — segmento antes ligado à base bolsonarista — o que reforça sua vantagem eleitoral. Esse movimento é acompanhado de críticas à desorganização da oposição e de apostas de reeleição já no primeiro turno.
Consequências para investidores e para o Brasil
Para investidores, menor risco eleitoral traduz-se em menor volatilidade. Para o país, a expectativa de continuidade de políticas estáveis pode reduzir o custo de capital e melhorar ambiente de negócios. No entanto, se a oposição se reorganizar, a “agenda Lula” poderá enfrentar resistência e incertezas.
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