Ex-assessor de Bolsonaro já é réu em ação do STF e pode ter apuração ampliada após suposta simulação de entrada nos EUA
Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Reprodução/redes sociais)
Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) (Foto: Reprodução/redes sociais)
Brasília, 21.out.2025 — A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) relatório pedindo a abertura de um novo inquérito contra Filipe Martins, ex-assessor internacional da Presidência no governo Jair Bolsonaro. O pedido se baseia em supostas inconsistências em registros migratórios que indicariam uma entrada irregular nos Estados Unidos em 2022, período em que ele já estava sob investigação por envolvimento na trama golpista de 8 de janeiro.
O que a PF aponta
Segundo o relatório enviado ao ministro Alexandre de Moraes, os dados analisados pela Agência de Fronteiras dos EUA e pela Receita Federal brasileira indicam que Martins pode ter utilizado informação inverídica para simular entrada e saída do país, com o objetivo de dificultar o rastreamento de sua localização durante o período de maior tensão política no pós-eleição.
Histórico e vínculos com a trama golpista
Ex-assessor especial da Presidência e figura próxima do ex-chanceler Ernesto Araújo, Martins foi indiciado em 2023 em inquérito que apurou a formação de núcleo ideológico ligado a atos antidemocráticos. Ele nega qualquer participação e afirma ser alvo de perseguição política.
Tramitação e próximos passos
- O pedido de inquérito está sob análise da Procuradoria-Geral da República, que decidirá se denuncia ou arquiva.
- O STF pode autorizar novas diligências, como requisição de registros migratórios, oitiva de testemunhas e análise de dispositivos eletrônicos.
- Martins permanece réu em outra ação penal no STF por suspeita de articulação ideológica de atos de 8/1.
Fontes
CNN Brasil — relatório da PF; Agência Brasil — pedido de investigação; Metrópoles — detalhes do caso.
Impacto: Se aceito pelo STF, o novo inquérito poderá ampliar o escopo da investigação sobre financiamento e coordenação dos atos antidemocráticos, refletindo na estratégia de defesa de Martins e de outros réus.
0 Comentários