Ministro da Fazenda ressalta que prioridade é aprovar contenção de despesas antes de ampliar receita pública
| (Foto: Reprodução/YouTube/@CanalGov) |
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira que o governo federal irá aguardar a aprovação de medidas que limitem os gastos públicos antes de encaminhar ao Congresso propostas de aumento de arrecadação. A declaração, dada em Brasília, foi divulgada pelo portal Brasil 247. Brasil 247
Segundo Haddad, “não faz sentido tratar de novas fontes de receita enquanto não houver sinalização clara de disciplina de despesa”.
De acordo com a matéria, o Executivo pretende enviar dois projetos de lei distintos: um voltado ao controle de gastos — que contemplará cortes e congelamento de despesas — e outro à elevação da arrecadação, com propostas como taxação de apostas (bets) e fintechs. CNN Brasil+2IstoÉ Dinheiro+2
Haddad explicou que a separação entre receitas e despesas visa “clareza para o parlamento e para o mercado”.
Fontes do governo avaliam que essa estratégia busca reduzir resistência política e permitir tramitação mais rápida das propostas de controle de gastos antes de tratar da carga tributária. A ideia seria ganhar primeiro confiança no corte e só então expandir a arrecadação.
O ministro destacou ainda que o Brasil enfrenta um ajuste fiscal urgente, com necessidade de cerca de R$ 27,1 bilhões ainda em 2025 para evitar desequilíbrios orçamentários. Gazeta do Povo
Entre as medidas de despesa previstas estão revisão de incentivos e limitação da expansão de novos cargos públicos.
Analistas ouvidos por veículos como Exame afirmam que a abordagem pode ser tática: primeiro cortar, depois arrecadar. Para alguns especialistas, no entanto, o atraso na discussão sobre novas receitas pode postergar o ajuste necessário às contas públicas. Exame
Críticos alertam que, se o corte não for efetivo, o governo acabará recorrendo mesmo assim a aumento de impostos.
O governo pretende agora articular com o Congresso para agilizar a votação do projeto de contenção de despesas, que servirá como “porta de entrada” para a nova fase da política fiscal.
O ministro enfatizou que “sem primeiro estabilizar a casa, não pretendemos ampliar impostos”.
Fontes: Brasil 247 , CNN Brasil , Exame , IstoÉ Dinheiro .
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