Em ato habitacional no Planalto, presidente diz que o BC “vai precisar começar a baixar os juros” para destravar crédito, emprego e obras
Gabriel Galípolo (à esq.) e Lula (Foto: Reprodução (YT))
Brasília, 21.out.2025 — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou publicamente uma redução da taxa Selic, afirmando que o Banco Central “vai precisar começar a baixar os juros” para baratear o financiamento e impulsionar consumo e investimento. A declaração foi dada durante o lançamento de iniciativa voltada ao crédito habitacional, quando Lula também criticou a concentração de lucros no setor financeiro, que, segundo ele, encarece o crédito e freia a atividade econômica.
Contexto: por que o juro importa para a habitação e o emprego
Juros elevados encarecem parcelas de imóveis, reduzem a demanda por crédito e adiam obras. A própria agenda do governo tem apostado em modelos de crédito imobiliário e estímulos ao setor da construção, intensivo em mão de obra, como peça de reativação do PIB. No início de outubro, a Fazenda divulgou diretrizes para um novo modelo de crédito imobiliário focado em ampliar funding e reduzir custo financeiro, conectando política habitacional a condições monetárias mais favoráveis.
O que foi dito no ato: o recado ao BC
Na fala, Lula relacionou a necessidade de juro menor à “política fiscal mais séria” e à retomada de programas de crédito e investimento, reforçando a leitura de que a trajetória da Selic é determinante para o ciclo de obras e consumo das famílias. A declaração foi registrada por múltiplos veículos que acompanharam o evento no Planalto.
Dados e sinais do mercado
- Queda da Selic tende a reduzir spreads e baratear financiamento imobiliário, com impacto direto em vendas e lançamentos.
- Construtoras e varejo durável são setores mais sensíveis ao custo do crédito, reagindo rapidamente a decisões do Copom.
Linha do tempo
- 10.out.2025 — Fazenda apresenta diretrizes para ampliar crédito imobiliário.
- 20–21.out.2025 — Lula intensifica crítica ao juro alto e pressiona por corte da Selic.
Impacto: Um ciclo de cortes tende a destravar crédito, reduzir prestações imobiliárias e acelerar atividades intensivas em emprego, com reflexos sobre renda e arrecadação.
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