Exploração da nova fronteira pode gerar até 2,1 milhões de empregos diretos, segundo simulação da estatal
Estatal recebeu autorização para conduzir estudos na região Norte do país (Imagem: Shutterstuck)
A Petrobras divulgou que a exploração plena da região conhecida como Margem Equatorial — faixa que se estende do Rio Grande do Norte ao Amapá — pode agregar cerca de R$ 419 bilhões ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e gerar até 2,1 milhões de empregos diretos. A informação foi publicada pela CNN Brasil e confirmada pelo Brasil 247.
Segundo a gerente-geral de Licenciamento Ambiental e Meio Ambiente da Petrobras, Daniele Lomba, a Margem Equatorial é “maior do que as bacias do Sudeste — Campos, Santos e Espírito Santo”, que tradicionalmente sustentam a produção da estatal. A executiva destacou que se trata de uma nova fronteira de oportunidades energéticas para o país, segundo o Investalk BB.
No estudo apresentado, a Petrobras simulou um cenário semelhante ao da vizinha Guiana, que produz cerca de 700 mil barris por dia. Caso o Brasil alcance patamar similar, o impacto econômico seria expressivo: além dos R$ 419 bilhões no PIB e dos 2,1 milhões de empregos, haveria arrecadação de R$ 25 bilhões em tributos e R$ 20 bilhões em royalties e participações especiais, conforme estimativa publicada pela InfoMoney.
De acordo com a Petrobras, a exploração da Margem Equatorial representa “uma nova fronteira” para garantir autossuficiência energética e combater a pobreza energética. O governo brasileiro também vê o projeto como estratégico para o desenvolvimento do Norte e Nordeste.
Apesar do potencial, especialistas alertam que há desafios ambientais e logísticos a superar, como o licenciamento ambiental e a infraestrutura marítima para exploração em áreas ainda pouco estudadas. A Margem Equatorial segue em fase de análise pelo Ibama e por órgãos internacionais de segurança ambiental.
Fontes: CNN Brasil, InfoMoney, Investalk BB, Brasil 247.
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