Familiares relatam que agentes tentaram colher depoimentos no IML durante o reconhecimento dos mortos da Operação Contenção.
IMAGEM: Ricardo Moraes/Reuters
Familiares das vítimas da chacina da Operação Contenção, no Rio de Janeiro, relataram ter sido constrangidos por policiais durante o reconhecimento dos corpos no Instituto Médico Legal (IML).
Segundo relatos, agentes tentaram colher depoimentos de parentes em meio ao momento de luto e choque. A Defensoria Pública do Rio classificou a conduta como “desrespeitosa e ilegal”.
A operação deixou 64 mortos e reacendeu o debate sobre o uso excessivo da força nas favelas. Organizações de direitos humanos pedem investigação independente e responsabilização dos envolvidos.
O Ministério dos Direitos Humanos informou que acompanha o caso e deve solicitar informações formais à Secretaria de Segurança Pública do Rio.
A Ouvidoria da Polícia também abriu procedimento interno para apurar os relatos.
O governador Cláudio Castro ainda não se pronunciou sobre as denúncias, mas prometeu transparência na apuração.
Fontes: UOL Notícias, O Globo, Agência Brasil.
0 Comentários