Manifestantes exigem justiça e o fim das incursões policiais que transformaram a comunidade em campo de guerra.
(Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
(Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)
Milhares de pessoas ocuparam as ruas do Complexo da Penha, na zona norte do Rio, nesta sexta-feira (31), em protesto contra a chacina que deixou ao menos 121 mortos. A operação é considerada a mais letal da história do estado.
Com cartazes pedindo “Paz nas favelas” e “Fim do genocídio negro”, moradores e movimentos sociais criticaram a política de segurança pública fluminense.
“O Estado está matando o próprio povo”, gritou uma moradora durante o ato. O clima era de indignação e dor, com famílias ainda sem informações sobre desaparecidos.
A Defensoria Pública do Rio e a OAB-RJ pediram investigações urgentes sobre a atuação policial, apontando possíveis execuções sumárias.
O governador Cláudio Castro, pressionado, afirmou que “não haverá impunidade”, mas defendeu a operação como “necessária para restabelecer a ordem”.
Organizações internacionais, como a ONU e a Human Rights Watch, cobraram respostas e denunciaram a “violência desproporcional” das forças de segurança.
Enquanto isso, nas vielas da Penha, moradores acenderam velas e espalharam flores em homenagem às vítimas.
Fontes: G1, El País Brasil
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