Contratações com carteira assinada disparam e consolidam ciclo de recuperação do mercado de trabalho brasileiro
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O saldo de empregos formais acumulado em 2025 já ultrapassa o registrado em todo o ano de 2024, segundo dados do mercado de trabalho e de acompanhamento de consultorias econômicas. A combinação de expansão da atividade econômica, programas de incentivo ao crédito e políticas de valorização da renda contribuiu para acelerar as contratações com carteira assinada.
Setores como serviços, comércio, construção civil e indústria continuam puxando a geração de postos, com destaque para vagas em médias e grandes empresas. Pequenos negócios também entram na rota de recuperação, beneficiados pelo aumento da demanda doméstica e por linhas especiais de financiamento.
Analistas afirmam que a retomada da formalização reduz gradualmente a taxa de informalidade, tradicionalmente elevada no Brasil. Esse movimento fortalece a arrecadação previdenciária e melhora a cobertura de direitos trabalhistas como férias, 13º salário e FGTS.
Relatórios de emprego indicam que o aumento do trabalho formal se reflete diretamente na elevação da massa salarial, que alcança níveis recordes na série histórica. Isso amplia o poder de compra das famílias e ajuda a sustentar o crescimento do varejo, dos serviços e da construção.
Economistas avaliam que a recuperação do emprego formal está ligada tanto ao cenário interno mais previsível quanto à melhora da confiança empresarial. A combinação de inflação sob controle e aumento real do salário mínimo cria um ambiente favorável para investimentos produtivos.
Em paralelo, o governo federal mantém programas de qualificação profissional e estímulo à contratação de jovens e grupos historicamente excluídos do mercado formal. Esses esforços são apontados como essenciais para reduzir desigualdades regionais e sociais.
Organismos multilaterais destacam que o Brasil figura entre os países com melhor desempenho recente em termos de recuperação do emprego pós‑pandemia. O resultado fortalece a imagem do país como economia emergente em processo de consolidação social e produtiva.
Mesmo com o cenário positivo, especialistas alertam para a necessidade de manter políticas de longo prazo e evitar retrocessos em direitos trabalhistas e proteção social. A sustentabilidade da geração de empregos dependerá da continuidade de investimentos públicos e privados em infraestrutura, inovação e educação.
Fontes: Agência Brasil, IBGE, Trading Economics, World Bankibge
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