Decisão mantém ex-ajudante de ordens de Bolsonaro em condição ativa sem exercício de função
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O Exército Brasileiro decidiu cancelar as férias concedidas a Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro e figura central em investigações sobre tentativas de golpe de Estado. Condenado por envolvimento em articulações contra a democracia, Cid permanece agregado à Força, o que significa que continua oficialmente na ativa, mas sem exercer expediente ou funções operacionais.
A medida reflete o delicado ambiente institucional das Forças Armadas após os desdobramentos judiciais e pressões de opinião pública por maior transparência. O comando do Exército justificou a reversão das férias como necessidade de manter o controle sobre o quadro de oficiais envolvidos em processos criminais relevantes.
Especialistas afirmam que a decisão preserva prerrogativas ligadas ao devido processo legal militar, mas dificulta o afastamento definitivo de personagens ligados aos escândalos, alimentando dúvidas sobre a real capacidade das Forças Armadas em enfrentar seus próprios problemas internos.
Apesar das críticas de setores progressistas e de familiares de vítimas das tentativas golpistas, o Exército destaca que todas as ações seguem o rito legal e respeitam a hierarquia, assegurando que novas medidas poderão ser adotadas após conclusão dos julgamentos.
A permanência de Cid na ativa sem expediente também é acompanhada por juristas, que analisam os reflexos sobre demais oficiais investigados e sobre possíveis reformas futuras na legislação militar.
Movimentos civis e entidades da sociedade reforçam a necessidade de reestruturação das relações entre militares e instituições democráticas, garantindo mais fiscalização sobre ações políticas permeando as Forças Armadas.
Fontes: Agência Brasil, G1, Brasil 247, Reuters,
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