Estudo revela percepção de racismo estrutural em espaços comerciais, educacionais e no trabalho no Brasil
Foto: Freepik
Uma pesquisa nacional conduzida pelo Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com Ipsos-Ipec revelou que 8 em cada 10 brasileiros reconhecem haver tratamento desigual entre brancos e negros em múltiplos ambientes, como lojas, escolas, empresas e órgãos públicos. O levantamento ouviu milhares de pessoas em todas as regiões do país e traçou um quadro preocupante sobre o racismo estrutural e suas manifestações cotidianas no mercado de trabalho, saúde, segurança, lazer e convivência social.
O estudo destaca que a maioria da população entende ser preciso ampliar políticas de inclusão, educação antirracista e campanhas públicas para combater discriminação, preconceito e barreiras de ascensão social para pessoas negras. Especialistas reforçam que, além da percepção majoritária, há grande demanda por ações afirmativas, fiscalização rigorosa e penalização efetiva dos responsáveis por práticas discriminatórias.
Empresas, escolas e instituições começaram a rever procedimentos internos, ampliando treinamentos e programas de diversidade, embora a mudança cultural ainda enfrente desafios em segmentos tradicionalmente conservadores.
Movimentos negros comemoram a visibilidade do tema, argumentando que a divulgação dos dados fortalece o engajamento popular pela igualdade fora dos espaços oficiais.
O governo federal intensifica o diálogo interministerial e propõe ampliar leis de combate ao racismo, com fiscalização descentralizada e recursos para educação e saúde voltados a grupos vulneráveis.
A expectativa é de que o debate sobre desigualdades raciais se amplie e conquiste maiores avanços, consolidando direitos e respeito à pluralidade que forma a identidade brasileira.
Fontes: Instituto Cidades Sustentáveis, Ipsos-Ipec, Agência Brasil, Brasil 247,
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