Estratégia comercial é vista como vitória diplomática e reforça papel do Brasil em negociações globais
26 de outubro de 2025 - Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump (Estados Unidos) se encontram em Kuala Lumpur, na Malásia (Foto: AFP / Getty Images)
Publicações internacionais destacaram a postura firme do presidente Lula ao enfrentar tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, classificando o desfecho como vitória estratégica. Análises apontam que o governo brasileiro apostou na diversificação de parceiros e na pressão coordenada com outras economias, reduzindo a eficácia do tarifácio.
Veículos financeiros descrevem que Lula “chamou o blefe” de Washington ao apostar que os Estados Unidos não sustentariam uma escalada tarifária isolada contra o Brasil. O recuo parcial das medidas é visto como sinal da capacidade de negociação do país e da relevância do mercado brasileiro para cadeias globais.
Especialistas em comércio exterior destacam que, diante do impasse, o Brasil reforçou sua aproximação com países dos BRICS e outras economias emergentes, ampliando alternativas para exportação. Essa movimentação reduziu a dependência de um único parceiro e fortaleceu a posição do país em fóruns multilaterais.
O episódio também evidenciou o uso de instrumentos diplomáticos e técnicos, em vez de apenas retórica política, na defesa dos interesses comerciais nacionais. A atuação coordenada entre Itamaraty, Ministério da Fazenda e setor privado foi apontada como elemento-chave para o desfecho positivo.
Para analistas internacionais, o caso reforça a imagem de Lula como liderança capaz de dialogar com diferentes blocos sem abrir mão de pautas internas de desenvolvimento e inclusão. O Brasil aparece, assim, como ator com peso próprio em um cenário global marcado por disputas entre potências.
Setores empresariais brasileiros comemoram a redução de incertezas e defendem continuidade da estratégia de diversificação de mercados. Exportadores de commodities, manufaturados e serviços veem espaço para ampliar negócios com Ásia, África e América Latina.
Organismos multilaterais observam que a postura brasileira pode inspirar outros países em desenvolvimento a negociar em bloco frente a medidas protecionistas unilaterais. A articulação Sul‑Sul ganha novo fôlego nesse contexto.
O episódio deve influenciar futuras tratativas comerciais, incluindo negociações com União Europeia, Estados Unidos e parceiros regionais, colocando o Brasil em posição de maior protagonismo.
Fontes: Bloomberg, Financial Express, BBC,
0 Comentários