Partido aciona autoridades e levanta suspeita de fuga após denúncias em investigações da CPMI dos Atos Golpistas
Alexandre Ramagem.
Créditos: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Alexandre Ramagem. Créditos: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O partido PSOL protocolou pedido de prisão preventiva de Alexandre Ramagem, deputado federal aliado ao bolsonarismo, após sua presença recente ser registrada em Miami, Estados Unidos. O partido alega que, diante das investigações da CPMI dos Atos Golpistas, Ramagem corre risco de fuga e poderia dificultar o andamento das apurações sobre seu envolvimento com tentativas de subversão da ordem democrática.
Juristas analisam a legalidade do pedido e afirmam que há precedente constitucional para decretação de prisão preventiva quando existem indícios concretos de obstrução à Justiça ou perigo de não cumprimento das decisões judiciais.
O caso reacende polêmicas sobre o papel de políticos investigados em episódios extremos e o alinhamento entre instituições investigativas e órgãos judiciais, especialmente no contexto de tensões pós-eleitorais e denúncias recorrentes contra parlamentares ligados à extrema-direita.
Ramagem nega qualquer intenção de fuga e acusa o PSOL de perseguição política, dizendo que sua viagem era motivada por compromissos pessoais e que permanece à disposição das autoridades nacionais. Parlamentares governistas e de oposição se dividem quanto à necessidade de prisão e à interpretação legal da situação.
A CPMI dos Atos Golpistas deve agendar novas sessões para ouvir depoimentos e acelerar a análise de provas, mantendo o tema central na agenda política de Brasília.
Organizações civis e entidades democráticas pedem rigor na apuração, respeito ao devido processo legal e transparência nas investigações, com acompanhamento público sobre o desdobramento do caso.
Fontes: Brasil 247, G1, PSOL, Senado,
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