O desabafo de Beatriz Nolasco escancara o impacto da operação mais sangrenta da história do Rio.
(Foto: Tomaz Silva/Agênci a Brasil)
(Foto: Tomaz Silva/Agênci a Brasil)
O Complexo do Alemão amanheceu em silêncio e luto nesta sexta-feira (31), após a operação policial que deixou dezenas de mortos e feridos. Entre as vítimas, jovens e moradores sem envolvimento direto com o crime.
“Cabeça do meu sobrinho ficou pendurada em uma árvore”, desabafou a moradora Beatriz Nolasco, em entrevista emocionada.
A cena, segundo relatos, ocorreu após intenso tiroteio entre policiais e criminosos. Moradores afirmam que muitos corpos ficaram nas ruas por horas, sem remoção imediata.
Organizações de direitos humanos denunciam a operação como “massacre de Estado” e pedem intervenção federal nas políticas de segurança do Rio.
A Defensoria Pública informou que acompanha o caso e pedirá investigações sobre possíveis execuções sumárias.
Enquanto isso, o governo estadual sustenta que a ação foi “necessária para conter o avanço do tráfico armado”.
O número oficial de mortos chega a 121, tornando-se o mais alto em uma única operação policial da história do Brasil.
Fontes: G1, El País Brasil
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