Gritos de “ninguém vai parar a gente” marcaram a despedida dos agentes, em meio à escalada da violência no estado.
Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Enterro do sargento da Polícia Militar, Heber Carvalho da Fonseca no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Enterro do sargento da Polícia Militar, Heber Carvalho da Fonseca no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, no Rio de Janeiro (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
O velório dos policiais mortos em operação no Rio de Janeiro, realizado nesta sexta-feira (31), foi marcado por comoção, revolta e discursos inflamados de colegas de farda. Em um ambiente carregado de tensão, muitos agentes pediram “justiça” e prometeram “não parar até vingar os companheiros caídos”.
O tenente Marcelo Corbage, um dos mais emocionados durante a cerimônia, declarou em voz firme: “Ninguém vai parar a gente”. A frase foi seguida por aplausos e gritos de apoio de dezenas de agentes que lotaram o local.
Familiares e amigos das vítimas lamentaram não apenas as mortes, mas o cenário de insegurança crescente nas forças de segurança do estado. “É uma dor que não tem fim”, disse uma das viúvas, que preferiu não se identificar.
A Secretaria de Polícia Militar afirmou, em nota, que continuará atuando “com firmeza contra o crime organizado” e prometeu apurar as circunstâncias da ação.
Críticos de direitos humanos, no entanto, alertam para o risco de uma escalada de violência. Organizações como a Anistia Internacional têm cobrado investigações independentes sobre operações letais recentes no Rio.
Nos últimos meses, o estado tem registrado aumento de confrontos e recordes trágicos de mortes em favelas. O governo estadual diz que as ações visam “restaurar a ordem”, mas especialistas falam em “guerra urbana”.
O clima de revanche, somado à falta de confiança entre população e forças policiais, agrava a sensação de caos e impunidade.
Fontes: G1, UOL
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