Após nova chacina no Rio, a postura equilibrada do presidente contrasta com o discurso bélico do governador e sua política de sangue.
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A postura serena de Lula diante da nova chacina no Rio de Janeiro escancarou o abismo moral entre o presidente da República e o governador fluminense, Cláudio Castro. Enquanto o presidente pediu cautela e investigação, Castro celebrou a ação policial que resultou em dezenas de mortes como “vitória contra o crime”.
O massacre nas comunidades da Penha e do Alemão reacendeu o debate sobre o uso da força letal como política de Estado. As cenas de corpos espalhados, helicópteros atirando e moradores apavorados viralizaram e geraram indignação nacional.
Em pronunciamento, Lula foi direto: “Não há democracia quando o Estado mata seu próprio povo.” A fala, vista como uma resposta à truculência de Castro, repercutiu fortemente nas redes sociais.
Entidades de direitos humanos classificaram as ações das forças policiais como execuções sumárias. Mesmo assim, o governador defendeu os agentes e culpou o governo federal por “abandono da segurança pública”.
O contraste de posturas é gritante. De um lado, um presidente que prega reconstrução social e investimento em inteligência; do outro, um governador que aposta em operações militares como solução política.
Especialistas afirmam que a estratégia de Cláudio Castro é “midiática”, voltada mais à plateia conservadora do que a resultados concretos. O Estado fluminense mantém um dos maiores índices de letalidade policial do país.
Para Lula, a segurança deve ser tratada como política de Estado e não como espetáculo. O Planalto pretende reforçar ações integradas entre polícias federal e estaduais e investir em programas sociais nas comunidades mais atingidas.
A serenidade de Lula, portanto, não é fraqueza — é firmeza moral diante da barbárie travestida de autoridade.
Fontes:
G1
UOL Notícias
CartaCapital
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