Reunião emergencial no Planalto define ações para conter crise de segurança pública e apoiar autoridades fluminenses
| IMAGEM: Valter Campanato / Agência Brasil |
O governo federal anunciou nesta quinta-feira (30) uma série de medidas emergenciais para conter a crise de segurança no Rio de Janeiro, após o massacre que deixou 64 mortos em diferentes comunidades do estado. Uma comitiva ministerial foi enviada ao Rio com representantes dos ministérios da Justiça e da Casa Civil, para acompanhar as operações e coordenar ações integradas com o governo estadual.
A decisão foi tomada após uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, convocada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e contou com a presença dos ministros Rui Costa (Casa Civil) e Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública). As informações são do G1 e da CNN Brasil.
Segundo Rui Costa, o objetivo é “restabelecer a ordem e impedir novas tragédias”. Ele destacou que o governo federal autorizou a transferência de líderes de facções criminosas para presídios federais de segurança máxima, como forma de interromper o comando de ações violentas a partir das cadeias estaduais.
De acordo com a Reuters, as transferências deverão começar ainda nesta semana, com escolta da Polícia Federal e apoio das Forças Armadas.
O ministro Ricardo Lewandowski afirmou que o governo está atuando “em cooperação com o estado, não em substituição”, e que o foco é fortalecer as instituições locais e oferecer suporte técnico à polícia fluminense.
O massacre, ocorrido durante confrontos entre forças de segurança e facções criminosas, provocou forte comoção nacional e reabriu o debate sobre a militarização das operações policiais nas favelas.
O Estadão destacou que Lula exigiu um relatório completo sobre as causas da operação e cobrou respostas rápidas sobre o envolvimento de milícias na escalada da violência.
Lideranças políticas e sociais do Rio pediram uma intervenção coordenada com foco em inteligência, educação e políticas sociais. Para especialistas, o envio da comitiva é um gesto de apoio político e institucional que tenta evitar o colapso do sistema estadual de segurança.
Fontes: G1, CNN Brasil, Reuters, Estadão.
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