Após reunião emergencial no Planalto, Lula autoriza transferência de presos e desloca comitiva ministerial ao Rio para conter crise provocada por chacina que deixou 64 mortos.
IMAGEM: REPRODUÇÃO BVO

O massacre no Rio de Janeiro, que chocou o país com 64 mortos em uma operação policial, obrigou o governo federal a intervir. Em uma reunião de emergência no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou o envio imediato de ministros ao estado e autorizou a transferência de presos ligados a facções.
Os ministros Rui Costa, da Casa Civil, e Ricardo Lewandowski, da Justiça e Segurança Pública, foram designados para liderar a comitiva que desembarca no Rio ainda nesta semana. A missão: avaliar a dimensão da tragédia e cobrar explicações do governador Cláudio Castro, acusado por lideranças políticas de “perder o controle do Estado”.
Nos bastidores de Brasília, a ação foi interpretada como um “ato político e humanitário” de Lula. O governo federal quer mostrar que não vai tolerar a escalada de violência que já deixou o Rio em um estado de colapso institucional.
Fontes da segurança nacional afirmam que o Planalto busca informações concretas sobre a operação, que teria sido executada sem comunicação prévia com o Ministério da Justiça — o que acendeu alertas sobre possível abuso de poder.
Enquanto isso, famílias das vítimas se organizam em protestos e denunciam execuções sumárias. Em algumas regiões da capital, o clima é de revolta e medo.
A transferência de presos seria uma tentativa de conter retaliações entre facções rivais dentro e fora do sistema penitenciário. O governo quer impedir uma nova onda de confrontos que já ameaça se espalhar por outras cidades fluminenses.
Para analistas, a presença dos ministros no Rio simboliza uma tentativa de reconstruir a autoridade do Estado diante da falência da segurança pública e da descrença popular nas instituições.
Fontes: Agência Brasil, UOL Notícias, G1,
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