Presidente afirma que a ampliação de parcerias com países do Sudeste Asiático marca um novo ciclo de oportunidades comerciais
Kuala Lampur, 27/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com a imprensa. Foto: Ricardo Stuckert/PR
Kuala Lampur, 27/10/2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro com a imprensa. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou nesta segunda-feira (27) o avanço nas relações diplomáticas e comerciais do Brasil com Indonésia e Malásia, após uma série de encontros bilaterais durante a cúpula do Leste Asiático, em Kuala Lumpur. Segundo o G1, o governo brasileiro confirmou a abertura de seis novos mercados para exportação de produtos nacionais, incluindo carnes, frutas e biocombustíveis.
Durante o pronunciamento, Lula afirmou que o Brasil “vive um momento de retomada da diplomacia econômica” e que a aproximação com países asiáticos é parte de uma estratégia para diversificar parceiros comerciais. “Estamos construindo pontes com o mundo em vez de muros”, declarou o presidente, em entrevista à CNN Brasil.
De acordo com o Valor Econômico, os novos acordos envolvem exportações de carne bovina e suína para a Malásia e a Indonésia, além de frutas tropicais, algodão e etanol. O governo avalia que o movimento pode gerar bilhões em receitas adicionais nos próximos anos.
O presidente também destacou a importância de fortalecer laços com nações emergentes do Sudeste Asiático, que, juntas, formam um mercado de mais de 600 milhões de consumidores. “É uma região em crescimento acelerado e com forte interesse em alimentos e energia limpa — áreas em que o Brasil tem liderança natural”, ressaltou.
Representantes da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) celebraram o anúncio, apontando que a expansão para novos mercados asiáticos é essencial para a competitividade do agronegócio. “A Ásia é o futuro do consumo global de proteína e biocombustíveis”, afirmou o presidente da entidade, João Martins, ao Estadão.
Analistas também viram na iniciativa uma resposta estratégica à crescente influência da China sobre o comércio regional. Para o economista e ex-embaixador Rubens Ricupero, “ampliar a presença brasileira na Ásia é fundamental para reduzir a dependência de um único parceiro”.
O Itamaraty informou que os acordos incluem cláusulas ambientais e de sustentabilidade, exigência cada vez mais comum nas tratativas internacionais. Lula afirmou que o Brasil “vai exportar riqueza, mas também responsabilidade com o planeta”.
Fontes: G1, CNN Brasil, Valor Econômico, Estadão.
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