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Lula promete que Brasil será “campeão mundial da transição energética”

Programa Mover prevê R$ 19 bilhões em investimentos até 2028 e consolida o país como referência em energia limpa e inovação verde 

Foto: Ricardo Stuckert


Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (31) que o Brasil será o campeão mundial da transição energética, destacando os avanços do país na área de energias renováveis e os resultados do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação). A iniciativa, criada em 2023, prevê investimentos de R$ 19 bilhões até 2028 e já conta com 231 empresas habilitadas. (g1.globo.com)

Durante evento no Palácio do Planalto, Lula reforçou que o programa é peça central na estratégia do governo para impulsionar o desenvolvimento sustentável e atrair novos investimentos industriais. “Nós vamos transformar o Brasil no país que mais produz energia limpa no planeta e que mais exporta tecnologia verde”, declarou o presidente.

O Programa Mover concede incentivos fiscais e apoio financeiro a montadoras, startups e empresas de tecnologia que desenvolvem soluções voltadas à mobilidade elétrica, biocombustíveis e redução de emissões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o programa já mobilizou mais de R$ 4,3 bilhões em projetos ativos.

O ministro Geraldo Alckmin destacou que o Brasil “tem todas as condições para liderar a nova economia verde mundial”. Ele ressaltou que 87% da matriz elétrica nacional é composta por fontes renováveis, como hidrelétrica, eólica, solar e biomassa, e que o país tem uma das menores pegadas de carbono entre as grandes economias.

Empresas como Volkswagen, BYD e WEG já anunciaram planos de ampliação de fábricas e instalação de novas unidades voltadas à produção de baterias e motores elétricos no Brasil. O governo também negocia com a China e a União Europeia parcerias de transferência de tecnologia e certificação ambiental.

A iniciativa faz parte do compromisso do Brasil de atingir a neutralidade de carbono até 2050, alinhando-se aos acordos internacionais firmados durante a COP-28, realizada em Dubai. O país pretende apresentar novos avanços na COP-30, que acontecerá em Belém (PA), em 2026.

Ambientalistas e economistas veem o programa como um marco para o reposicionamento do Brasil na geopolítica climática. “O país está finalmente unindo crescimento econômico e responsabilidade ambiental, o que pode atrair investimentos e abrir milhões de empregos verdes”, afirmou a especialista em energia renovável Carolina Ribeiro, da FGV Energia.

A aposta na transição energética também deve fortalecer a imagem do Brasil junto a organismos internacionais e consolidar a liderança do país no debate climático global. “Vamos mostrar que é possível crescer sem destruir”, concluiu Lula.


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