Pesquisa aponta otimismo sobre reaproximação comercial entre os dois países após reunião histórica na Malásia.
Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Brasília – Um levantamento do Real Time Big Data revelou que 55% dos brasileiros acreditam que os Estados Unidos irão rever as tarifas comerciais impostas ao Brasil após o recente encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente norte-americano Donald Trump, ocorrido na Malásia. A sondagem mostra otimismo em relação ao impacto econômico do diálogo entre os dois líderes. (brasil247.com)
O estudo, divulgado nesta quarta-feira (30), indica ainda que 32% não acreditam em mudanças concretas e 13% não souberam responder. A pesquisa foi realizada com 2.000 entrevistados em todo o país e tem margem de erro de dois pontos percentuais.
O encontro entre Lula e Trump foi o primeiro desde 2020 e teve como foco a retomada do diálogo econômico e o fortalecimento das relações comerciais. Fontes do Itamaraty afirmam que a conversa incluiu temas como tarifas sobre aço, biocombustíveis e exportações agrícolas.
Durante a reunião, Lula destacou que o Brasil “não aceita ser tratado como fornecedor secundário de matérias-primas” e defendeu “relações comerciais justas e equilibradas”. Já Trump, segundo relatos de diplomatas presentes, demonstrou disposição para revisar barreiras tarifárias impostas durante seu governo.
Economistas avaliam que uma eventual reaproximação comercial entre os dois países pode beneficiar o agronegócio, a indústria e o setor energético. “Os Estados Unidos continuam sendo um dos principais parceiros estratégicos do Brasil. A retomada do diálogo é um sinal positivo para o comércio internacional”, afirmou o economista Ricardo Amorim.
A sondagem também mostrou que a popularidade de Lula subiu três pontos entre eleitores com renda acima de R$ 5 mil, refletindo o impacto positivo da reunião. Para o governo brasileiro, o gesto de Trump simboliza “reconhecimento diplomático” e pode abrir caminho para novos acordos bilaterais.
Por outro lado, analistas políticos lembram que as eleições norte-americanas de 2026 podem alterar o cenário. “Tudo vai depender da política externa dos Estados Unidos e de quem estiver na Casa Branca”, ponderou a cientista política Cláudia Santos, da UnB.
Nos bastidores do Planalto, a avaliação é de que o encontro com Trump serviu também para reposicionar o Brasil como mediador global, reforçando sua imagem de liderança entre países emergentes.
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