Entidades pedem investigação internacional e responsabilização do Estado brasileiro por massacre que deixou mais de 130 mortos.
Mais de uma centena de corpos são trazidos por moradores para a Praça São Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro. Operação Contenção. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil)
A maior chacina da história do Rio de Janeiro chegou oficialmente aos organismos internacionais. Entidades de direitos humanos denunciaram o massacre à Organização das Nações Unidas (ONU) e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), pedindo investigação e responsabilização das autoridades brasileiras.
Segundo as denúncias, há fortes indícios de execuções sumárias, tortura e ocultação de corpos durante a megaoperação policial. As organizações afirmam que a ação violou tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.
A Anistia Internacional e a Human Rights Watch divulgaram notas condenando a operação e pedindo intervenção federal. “Não há justificativa para tamanha letalidade”, afirmou a diretora da Anistia no Brasil, Jurema Werneck.
O governo federal reconheceu a gravidade da denúncia e prometeu acompanhar os desdobramentos junto aos organismos internacionais.
Parlamentares da base governista consideram que o episódio marca um divisor de águas nas políticas de segurança do país e exige revisão estrutural das forças estaduais.
Para as entidades, o que ocorreu no Rio não foi uma operação, mas uma “ação de extermínio”. Elas pedem que o caso seja tratado como violação grave de direitos humanos e levado à Corte Interamericana.
Fontes: G1, Brasil de Fato, El País Brasil,
0 Comentários