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PF tira “festa da cueca” da gaveta de Moro e leva escândalo de extorsão para o STF

Operação determinada por Dias Toffoli recolhe vídeo e documentos na 13ª Vara de Curitiba e reforça acusações de Tony Garcia sobre chantagens e direcionamento de sentenças na era Lava Jato.​

Brasília (DF) - 04/05/2024 - O senador Sergio Moro (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)



A Polícia Federal apreendeu na 13ª Vara Federal de Curitiba o vídeo conhecido como “festa da cueca”, além de arquivos físicos de processos e documentos ligados a pelo menos 18 ações da época da Lava Jato. A diligência foi realizada em operação deflagrada após decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheu denúncias do empresário e ex-deputado Tony Garcia sobre supostas extorsões e chantagens comandadas a partir da vara que projetou Sérgio Moro nacionalmente.​

O vídeo registra um encontro em quarto de hotel de luxo em Curitiba, com presença de integrantes da magistratura e garotas de programa, em eventos que teriam sido financiados por escritórios de advocacia com interesse em decisões judiciais. Segundo relatos já encaminhados ao STF, o material teria sido usado como instrumento de pressão e controle político sobre juízes e operadores do sistema de Justiça, funcionando como espécie de seguro para manutenção de alinhamentos na condução de processos sensíveis.​

As informações obtidas pela PF serão anexadas ao inquérito que apura as acusações de Tony Garcia sobre a utilização de delações, grampos e operações como armas políticas, inclusive com objetivo de perseguir adversários e proteger aliados de Sérgio Moro. A operação também recolheu autos e versões físicas de processos que podem revelar eventuais manipulações de procedimentos, omissões de provas e combinação de estratégias entre acusação, magistrados e setores da mídia.​

A ofensiva em Curitiba sinaliza que o STF pretende aprofundar a revisão do legado da Lava Jato, agora sob a ótica de abusos de autoridade e possível organização criminosa togada. Para a defesa de Moro, as diligências seriam uma tentativa de reescrever a história da força-tarefa; já para juristas críticos da operação, trata-se da primeira vez que o próprio sistema de Justiça encara, com provas concretas, o submundo que sustentou a perseguição a Lula e a destruição de empresas brasileiras.​


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