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Brasil cria mais de 213 mil empregos formais em setembro e acumula 1,7 milhão no ano

Dados do Caged apontam crescimento do mercado de trabalho e indicam ritmo de recuperação constante da economia.
© Marcello Casal jr/Agência Brasil

O Brasil gerou 213.002 novas vagas com carteira assinada em setembro, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (31) pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego. No acumulado do ano, já são 1.716.600 postos formais criados, consolidando o saldo positivo do mercado de trabalho sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O setor de serviços liderou a geração de empregos, com mais de 110 mil novas vagas, seguido pela indústria de transformação (35 mil) e pelo comércio (28 mil). Já o setor agropecuário, tradicionalmente influenciado pela sazonalidade, apresentou retração leve, com fechamento de cerca de 6 mil postos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, destacou que o resultado demonstra “a vitalidade do mercado brasileiro, mesmo diante de desafios externos”. Segundo ele, o país está “retomando um ciclo sustentável de crescimento, baseado em investimento e valorização do trabalho”.

Comparado ao mesmo período do ano anterior, o número de admissões aumentou 6,2%, enquanto as demissões caíram 4,8%. O salário médio de admissão também cresceu, atingindo R$ 2.132,07, o maior valor desde o início da série histórica do novo Caged, iniciada em 2020.

Os estados que mais se destacaram foram São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, que juntos responderam por mais da metade das vagas abertas em setembro. O Nordeste também apresentou forte desempenho, puxado pelos setores de construção civil e comércio.

Especialistas apontam que a recuperação do emprego formal está associada ao aumento de investimentos públicos em infraestrutura e à expansão de programas sociais, como o Novo PAC e o Desenrola Brasil, que aquecem o consumo e estimulam contratações.

A expectativa do governo é encerrar 2025 com mais de 2 milhões de empregos formais criados, impulsionados pela retomada do crédito e pela expansão de políticas industriais. O Ministério da Fazenda avalia que o avanço do emprego formal tem sido fundamental para a elevação da arrecadação e o controle da inadimplência.

A equipe econômica acredita que o fortalecimento do mercado de trabalho deve continuar no último trimestre, com o aquecimento do varejo durante as festas de fim de ano e o avanço da construção civil em projetos públicos e privados.


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