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Lula condena avanço das facções e promete “mais vigor” no combate ao crime organizado

Presidente reforça política de segurança após chacina no Rio; governo articula integração entre União e estados para frear o poder do tráfico.
IMAGEM: REPRODUÇÃO WEB

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (30) que o governo federal “não tolera as organizações criminosas” e que as forças de segurança do país devem agir com “cada vez mais vigor” para enfrentar o avanço do crime organizado. A declaração foi feita após a operação policial no Rio de Janeiro que deixou mais de 120 mortos — a mais letal da história do estado. 

Durante cerimônia no Palácio do Planalto, Lula criticou o que chamou de “ausência histórica do Estado nas periferias” e destacou que a violência precisa ser combatida com inteligência e políticas públicas permanentes. “Não basta trocar tiros. É preciso levar escola, emprego e dignidade para onde o tráfico se instalou”, afirmou o presidente.

O governo estuda novas medidas de cooperação entre a Polícia Federal e as secretarias estaduais de segurança. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, deve anunciar um plano emergencial de reforço de efetivo e tecnologia em regiões críticas do país.

Lula também cobrou celeridade nas investigações sobre possíveis excessos cometidos durante a operação. “O Estado brasileiro precisa garantir o cumprimento da lei — e não reproduzir a barbárie que diz combater”, declarou.

A fala ocorre em meio à pressão internacional sobre o Brasil após denúncias de execuções sumárias durante as incursões no Complexo da Penha e no Alemão. Organizações como a Anistia Internacional e a ONU pediram apuração independente e criticaram o número de vítimas civis.

Apesar das críticas, o governo defende que as facções criminosas se tornaram uma ameaça nacional, infiltrando-se em órgãos públicos e redes financeiras. “O crime organizado virou uma multinacional e será tratado como tal”, disse um assessor do Planalto.

O Ministério da Defesa também avalia ampliar a presença das Forças Armadas em áreas estratégicas de fronteira para conter o tráfico de armas e drogas. “O problema não é apenas do Rio. É uma questão nacional de segurança pública”, reforçou o ministro José Múcio Monteiro.

Em paralelo, o governo prepara uma campanha nacional de conscientização voltada à juventude das periferias, com o slogan “Brasil sem medo, Brasil com futuro”, para reforçar o papel da educação e do emprego como armas contra o crime.

A expectativa é que as novas medidas sejam formalizadas ainda na primeira quinzena de novembro, consolidando uma política de segurança pública integrada — algo inédito nos últimos anos.


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