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Ciro Gomes anuncia saída do PDT e abre “caminho à direita” na disputa presidencial

Ex-pedetista sinaliza possível candidatura contra Lula por partido de centro-direita

Foto: Divulgação


Brasília - O ex-governador e ex-ministro Ciro Gomes formalizou em 17 de outubro de 2025 seu pedido de desfiliação do PDT, após cerca de dez anos na sigla, em carta apresentada à direção nacional em Brasília. O movimento reacende especulações sobre sua eventual candidatura presidencial em 2026, agora com viés mais próximo das legendas de centro-direita, na tentativa de enfrentar Lula em palanque opositor.

Contexto e motivações da saída

Ciro comunicou sua saída via ofício enviado ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, alegando divergências crescentes de estratégia política e insatisfações com decisões partidárias. 

Ele vinha manifestando há meses incômodo com aproximações do PDT ao governo Lula e com o enfraquecimento de sua centralidade na sigla. 

Por outro lado, articulistas já especulam que Ciro mira legendas como PSDB ou União Brasil, com as quais já trocou interlocuções prévias. 

Perspectiva de disputar presidência contra Lula — com que viés?

Embora Ciro já tenha afirmado publicamente que “não quer mais ser candidato” em entrevistas recentes, o gesto de sair do PDT reacende debates internos sobre uma possível candidatura viabilizada por legendas mais à direita ou de centro-direita. Esse reposicionamento poderia lhe permitir captar eleitores críticos tanto ao lulismo quanto ao bolsonarismo, oferecendo alternativa que não se filie aos extremos. Especialistas veem nisso uma estratégia de “terceira via moderada”.

No entanto, enfrentará desafios: adequação ideológica, resistência de bases tradicionais e criação de identidade eleitoral que não se dilua entre outros nomes da centro-direita.

Reações políticas e cenário partidário

Com a saída de Ciro, o PDT já discute lançar como candidato à presidência o ex-governador Roberto Requião, figura histórica do partido. 

Dentro da sigla, há quem entenda que o momento marca uma “reconexão às raízes trabalhistas” longe do protagonismo personalista de Ciro. 

Já do lado oposicionista, partidos como PSDB e União Brasil avaliam os riscos e as oportunidades de abrigar um nome de peso, como Ciro, para reforçar palanques contra o PT.

Impactos eleitorais e para o eleitorado

Se Ciro disputar com legenda de centro-direita, poderá dividir o eleitorado não petista, influenciando fortemente o segundo turno. Em um cenário polarizado, sua presença pode alterar cálculos de alianças e até “roubar votos” tanto de Lula quanto de outros nomes opositores.

Eleitores que rejeitam a polarização extrema podem encarar Ciro como alternativa moderada, mas ele terá de demonstrar consistência de projeto e capacidade de mobilização partidária.

Para o eleitor médio, o movimento pode gerar insegurança sobre estabilidade dos partidos, redefinições nas coligações e crescimento de discursos centristas em meio ao embate entre “esquerda vs direita”.

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