Moradores revoltados levaram 40 corpos de vítimas da operação policial até a praça central para denunciar o massacre e desafiar o governo estadual
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
Foto: Tomaz Silva /Agência Brasil
A cena é de terror e desespero: dezenas de corpos espalhados em praça pública, levados por familiares e moradores revoltados após o massacre policial que abalou o Rio de Janeiro. O gesto, inédito e desesperado, transformou a dor em ato político.
Os moradores acusam o governo de Cláudio Castro de mentir sobre o número de mortos e exigem respostas sobre a brutalidade das forças de segurança. Segundo relatos, entre os corpos estavam jovens desarmados, trabalhadores e até moradores que tentavam socorrer feridos.
O protesto chocou o país. Imagens circularam nas redes sociais e mostraram mães chorando sobre os corpos de filhos mortos, enquanto a polícia cercava a área tentando impedir novas manifestações.
A chacina, que já é considerada a mais letal da história do Rio, reacendeu o debate sobre a política de segurança baseada em confronto e sobre a impunidade dos agentes envolvidos.
Entidades de direitos humanos afirmam que o Estado “ultrapassou todos os limites” e pedem intervenção federal imediata. O governo Lula, por sua vez, cobrou explicações e enviou ministros para investigar a conduta das forças estaduais.
Na praça onde o protesto ocorreu, moradores escreveram em faixas: “Nossos mortos têm voz”. A mensagem ecoa o sentimento de abandono e indignação de uma população que, há décadas, vive sob o fogo cruzado.
A crise no Rio se aprofunda a cada dia, e a imagem dos corpos na rua tornou-se símbolo do fracasso das políticas de segurança e da urgência de uma resposta nacional.
Fontes: G1, Brasil de Fato, El País Brasil,
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