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Lula reúne ministros e cobra respostas sobre massacre no Rio: “O Estado não pode matar inocentes”

Presidente retornou da Ásia e convocou reunião de emergência após operação que deixou mais de 100 mortos em comunidades fluminenses.
IMAGEM: CNN

Logo após desembarcar da Ásia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência no Palácio do Planalto. A pauta: a maior chacina da história do Rio de Janeiro. A operação policial, que terminou com mais de 100 mortos, provocou indignação no governo e expôs a fragilidade da segurança pública fluminense.

Segundo relatos de ministros presentes, Lula se mostrou “profundamente indignado” com a condução da operação. Ele questionou a ausência de informações prévias e determinou que o Ministério da Justiça investigue a responsabilidade de cada comando envolvido.

Durante o encontro, o presidente afirmou que o país não pode aceitar execuções disfarçadas de operações de segurança. “O Estado não pode matar inocentes. O Estado tem que proteger vidas”, teria dito, segundo interlocutores.

O ministro Ricardo Lewandowski apresentou dados preliminares sobre a ação e confirmou que o governo federal não havia sido comunicado oficialmente pelo Rio sobre a megaoperação. O fato gerou atritos com o governador Cláudio Castro, que vem enfrentando duras críticas em Brasília.

Lula também cobrou respostas sobre o impacto social e econômico da tragédia. Em comunidades atingidas, escolas e postos de saúde suspenderam atividades. Comerciantes relataram saques e famílias estão desaparecidas.

Nos bastidores, há pressão dentro do PT para que o Planalto defenda publicamente uma mudança profunda na política de segurança do estado. O presidente, por sua vez, tenta equilibrar firmeza e cautela, evitando transformar a crise em guerra institucional.

A presença de ministros da Justiça, da Defesa e da Casa Civil indica que o governo trata o caso como prioridade nacional. A promessa de Lula é de que o país saberá a verdade sobre o massacre e que as vítimas não serão esquecidas.

Fontes: Agência Brasil, Folha de S.Paulo, Brasil de Fato

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