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Governo garante licença da Margem Equatorial antes da COP30 e antecipa disputa diplomática

Decisão de emitir a licença para perfuração exploratória na Foz do Amazonas veio em meio a roteiro de manifestações preparadas por ONGs internacionais para a COP30 em Belém

© PETROBRAS/DIVULGAÇÃO


Brasília/Macapá, 21.out.2025 — O governo federal, liderado pelo presidente Lula, autorizou a licença ambiental para que a estatal Petrobras realize perfuração exploratória no bloco FZA-M-059 da Margem Equatorial, localizada a cerca de 175 km da costa do Amapá — em um momento anterior à COP30, que será realizada em Belém. A edição antecipada da licença ocorre em meio a um plano de manifestações de ONGs internacionais que visavam pressionar o Brasil a recusar novas explorações de petróleo antes do evento climático.

Contexto e leitura internacional

A decisão do Ibama foi considerada “pronta” num momento em que delegações diplomáticas preparavam a conferência climática e a nota de analistas é de que o aval fragiliza a posição brasileira na defesa de uma agenda de transição dos combustíveis fósseis

Motivações e consequências esperadas

Do lado do governo, a licença representa avanço da soberania energética brasileira e aposta em nova fronteira de óleo e gás. Do lado crítico, a antecipação da medida pode gerar desgaste diplomático, em especial no âmbito da COP30, cuja pauta central envolve redução de emissões e abandono progressivo de combustíveis fósseis.

Dados técnicos

Segundo a Petrobras, a campanha de perfuração será de aproximadamente cinco meses, sem produção comercial imediata — trata-se de fase exploratória. 

Estudos preliminares da margem apontam para até 30 bilhões de barris de petróleo recuperáveis, o que representaria aumento de até 58 % das reservas brasileiras conhecidas. 

Manifestações e pressão internacional

ONGs ambientais já afirmaram que tinham plano de mobilização durante a COP30 visando conflito simbólico: pressionar o Brasil a negar novas explorações para reforçar autoridade climática. A licença antecipada, portanto, altera o roteiro dessas mobilizações e muda o cenário de negociação.

O que observar a seguir

  • Montagem da estrutura de resposta ambiental da Petrobras e do Ibama, para garantir conformidade com os termos da licença.
  • Posicionamento da diplomacia brasileira na COP30 quanto ao tema “transitioning away” dos combustíveis fósseis, em função do aval exploratório.
  • Reações de investidores internacionais e credores de projetos de energia limpa, que podem avaliar risco-reputacional ou de governança.

Fontes

CNN Brasil – Análise sobre licença e COP30; Agência Brasil – Licença da Margem Equatorial; LexLegal – Detalhes do processo de licença.

Impacto: A concessão antecipada da licença pode impulsionar a exploração de petróleo no Norte do país, gerar arrecadação e empregos, mas simultaneamente colocar o Brasil sob pressão diplomática, dificultar a narrativa de transição energética e provocar litígios ou mobilizações contrárias.


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