Declaração firme do presidente reafirma soberania latino-americana e expõe o contraste entre a diplomacia altiva e o servilismo da era bolsonarista
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BVO — O quê: declaração de Lula em defesa da independência do continente; Quem: presidente Luiz Inácio Lula da Silva; Quando: sexta-feira, 18 de outubro de 2025; Onde: Brasília, durante evento com líderes progressistas latino-americanos; Por quê: reafirmar a soberania regional e repudiar ingerências estrangeiras — um recado direto a Donald Trump e à política de submissão da extrema-direita brasileira. Getty Images
Um discurso de independência e coragem
Em tom firme e emocionado, Lula declarou: “É preciso sonhar que este continente será independente, e que nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso com o Brasil”. A frase ecoou como um manifesto político — um grito contra décadas de dependência e alinhamento cego a potências externas. O discurso marcou uma nova etapa da política externa brasileira: soberana, altiva e humanista.
Recado direto para Trump e seus seguidores
Embora sem citar nomes, o recado tinha endereço certo. Desde 2018, Donald Trump inspirou a retórica de Jair Bolsonaro, pautando uma agenda de submissão simbólica do Brasil aos Estados Unidos. A postura de Lula inverte a lógica: reafirma que o Brasil tem voz própria, capaz de dialogar de igual para igual com qualquer potência. A mensagem é clara: o tempo do servilismo acabou.
Do “yes, sir” à diplomacia com dignidade
Durante o governo anterior, o Brasil se colocou na posição de espectador e subordinado nas relações internacionais, rompendo com a tradição de independência diplomática construída desde o governo Geisel e retomada nos anos 2000. Lula reverte essa trajetória e devolve à diplomacia brasileira o caráter que a fez respeitada no mundo: altivez e diálogo multilateral.
Um líder que fala com o mundo, não de joelhos
Lula tem retomado o protagonismo do Brasil em fóruns internacionais — BRICS, G20, ONU — e defendido uma ordem multipolar mais justa. Ao se dirigir a Trump e ao velho imperialismo norte-americano, o presidente reafirma um princípio simples, mas poderoso: “o Brasil não tem dono, o Brasil tem povo”.
Repercussão internacional
Veículos internacionais como The Guardian e El País destacaram a fala como “um marco de independência regional”. Na América Latina, o discurso ecoou como símbolo de resistência à ingerência externa e de solidariedade entre nações irmãs.
Fontes
• Discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Palácio do Planalto (18.out.2025)
• Agência Brasil e BBC Brasil — cobertura do evento
• The Guardian e El País — repercussões internacionais
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