VTR

6/recent/ticker-posts

Moraes defende retomar inquérito contra Valdemar Costa Neto no STF

Ministro cita “novos elementos” e fundamento do CPP para reabrir apuração por organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Valdemar Costa Neto e Alexandre de Moraes — Foto: Cristiano Mariz/O Globo


Brasília, 21.out.2025 — O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou pela reabertura do inquérito contra Valdemar Costa Neto, presidente do PL, durante o julgamento do chamado “núcleo da desinformação” (núcleo 4) na Primeira Turma, ao sustentar que surgiram novos indícios capazes de justificar a retomada das diligências sobre eventual participação do dirigente partidário na trama golpista — especialmente no uso de relatório produzido pelo Instituto Voto Legal para atacar as urnas e o processo eleitoral.

Como foi o voto e o fundamento jurídico

No voto, Moraes invocou o art. 18 do Código de Processo Penal, que permite retomar inquéritos quando houver elementos supervenientes. O ministro conectou as suspeitas envolvendo Valdemar a fatos analisados no julgamento do núcleo 4, no qual o STF aprecia denúncias contra sete investigados por organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A retomada do inquérito em relação a Valdemar ainda precisa ser referendada pela Primeira Turma.

O que está em análise no “núcleo da desinformação”

Segundo a acusação, o grupo estruturou uma máquina de desinformação para atacar o sistema eletrônico de votação e coordenar ofensivas digitais a instituições e autoridades. No mesmo julgamento, Moraes e outros ministros já se posicionaram para condenar réus ligados ao núcleo, em alinhamento com manifestações do Ministério Público.

Contexto: por que Valdemar volta ao radar

  • Valdemar foi alvo de inquérito e chegou a ser indiciado pela PF, mas não foi denunciado pela PGR à época.
  • Com a produção de novas provas em ações penais do núcleo 4 e decisões recentes, Moraes entende que há base superveniente para retomar a apuração específica sobre o presidente do PL.
  • O voto cita o papel do Instituto Voto Legal e o uso de relatório para questionar urnas, ponto que já foi discutido em outros feitos da mesma macroinvestigação.

Linha do tempo essencial

  1. 2022–2023: PF apura disseminação de informações falsas e ataques às eleições.
  2. 2024–2025: STF avança em núcleos temáticos da trama (entre eles o da desinformação), com ações penais em curso.
  3. 21.out.2025: Moraes vota pela reabertura do inquérito sobre Valdemar e defende novas diligências.

O que pode acontecer a seguir

Se a Primeira Turma referendar o voto, a investigação volta a fase de inquérito, com possibilidade de quebras de sigilo, oitivas, compartilhamento de provas e eventual nova manifestação da PGR — que decidirá se denuncia, arquiva ou pede novas diligências. Valdemar e sua defesa podem apresentar contrarrazões e questionar medidas junto ao STF.

Glossário rápido

Fontes

Leitura adicional e registros oficiais: Agência Brasil; Poder360; CNN Brasil; Migalhas.

Impacto: A eventual reabertura tende a ampliar o escopo probatório da macrorrepressão aos atos antidemocráticos, com reflexos na defesa do dirigente partidário, na agenda do PL e no debate público sobre responsabilização de financiadores e articuladores.




Este conteúdo segue nosso Manifesto Editorial .
Reactions
Este conteúdo segue nosso Manifesto Editorial — compromisso com a verdade e o jornalismo responsável.

Postar um comentário

0 Comentários