Desde Eisenhower até Biden, as sanções impostas a Cuba revelam a face duradoura da política imperial norte-americana e seus impactos devastadores.
Emilio Flores/Anadolu via Getty Images)
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Poucos embargos na história moderna são tão longos e controversos quanto o imposto pelos Estados Unidos contra Cuba. O bloqueio econômico, iniciado em 1960 durante o governo Eisenhower, foi concebido para isolar a Revolução Cubana e derrubar o regime de Fidel Castro. Mais de seis décadas depois, ele continua sendo uma ferida aberta na diplomacia mundial.
Ao longo dos anos, cada governo norte-americano, democrata ou republicano, reforçou a política de sanções. A retórica da “libertação” de Cuba nunca se materializou — mas o bloqueio causou graves danos à economia e à vida cotidiana dos cubanos.
Estudos da ONU apontam que o embargo já custou mais de US$ 150 bilhões à ilha, impactando setores essenciais como saúde, educação e tecnologia.
Apesar da retomada parcial de relações durante o governo Obama, o avanço foi revertido por Donald Trump, que impôs novas restrições, incluindo sanções financeiras e limitação de remessas.
Joe Biden, embora tenha prometido revisar a política, manteve boa parte das medidas, sob pressão de setores conservadores e do eleitorado cubano-americano na Flórida.
Para Havana, o embargo é uma forma de “guerra econômica” destinada a sufocar um modelo socialista alternativo ao capitalismo estadunidense.
Ainda assim, Cuba resistiu. Com criatividade e resiliência, a ilha sobreviveu ao colapso da União Soviética e segue desafiando o poderio de Washington.
O embargo, mais do que uma medida política, tornou-se símbolo do autoritarismo econômico dos EUA — uma lembrança constante de que a liberdade que eles pregam termina onde começam seus interesses.
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