Em encontro com parlamentares caribenhos, o presidente venezuelano denuncia ofensiva norte-americana para controlar as riquezas do país.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a acusar os Estados Unidos de conduzirem uma guerra silenciosa com o objetivo de controlar as vastas reservas de petróleo venezuelanas — as maiores do mundo. Durante uma reunião com parlamentares caribenhos, Maduro afirmou que Washington “age de forma hipócrita, pregando democracia enquanto tenta saquear recursos naturais de outras nações”.
A denúncia ecoa em um momento de intensificação das sanções econômicas impostas por Washington a Caracas. As medidas, segundo o governo venezuelano, provocaram queda nas exportações e agravaram a crise energética do país.
Maduro declarou que os EUA “não suportam a soberania da Venezuela sobre o seu petróleo” e que a política de pressão econômica visa “forçar a rendição de um Estado independente”.
Desde a nacionalização da PDVSA, a estatal petrolífera venezuelana, em 1976, o país tem sido alvo de sucessivas tentativas de desestabilização por potências estrangeiras interessadas em seu potencial energético.
O presidente venezuelano também alertou para o papel geopolítico das riquezas do país. “A Venezuela é estratégica para o equilíbrio mundial. Por isso, querem nos destruir. Mas não conseguirão”, disse.
Especialistas em energia concordam que as reservas venezuelanas, estimadas em 300 bilhões de barris, são peça-chave na disputa global por petróleo em tempos de transição energética.
Analistas veem o discurso de Maduro como parte de uma estratégia de resistência que busca unir países latino-americanos e caribenhos contra a hegemonia norte-americana.
Enquanto Washington intensifica sua ofensiva diplomática, a Venezuela aposta na diversificação de parcerias com China, Rússia e Irã — na tentativa de escapar do bloqueio e manter viva sua soberania.
Fontes:
0 Comentários