Reestruturação da base aliada atinge nomeações ligadas a Bolsonaro e reacende disputa por espaço político dentro da Esplanada dos Ministérios.
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
O Palácio do Planalto iniciou um processo silencioso, mas estratégico, de reestruturação interna. Cargos de confiança ligados ao PL, partido de Jair Bolsonaro, estão sendo gradualmente extintos ou realocados.
Segundo fontes do governo, a medida faz parte de uma “reorganização técnica”, mas também tem motivação política: enfraquecer o poder de influência do bolsonarismo dentro da máquina pública.
A redistribuição dos cargos tem sido conduzida pela Casa Civil, sob orientação direta do presidente Lula e de ministros da articulação política.
O movimento coincide com a aproximação do Planalto de partidos do chamado “centrão” e visa consolidar uma base mais estável no Congresso.
Dirigentes do PL classificam a operação como retaliação e afirmam que o partido está sendo “expurgado” do governo.
No entanto, interlocutores petistas afirmam que a meta é apenas “equilibrar o jogo”, dando espaço a legendas que têm mostrado apoio efetivo às pautas do Executivo.
A reconfiguração administrativa inclui também a revisão de cargos comissionados em autarquias e empresas públicas, o que pode ampliar a tensão nos bastidores de Brasília.
Analistas avaliam que a movimentação é um sinal de que o governo pretende chegar a 2026 com uma estrutura mais coesa e menos dependente de antigos aliados de Bolsonaro.
Fontes:
Folha de S.Paulo
UOL Notícias
O Globo
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